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Funcionários dos Correios decidem paralisar atividades

Em torno de 4 mil funcionários devem aderir à greve no Paraná, estima o SINTCOM-PR

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Os trabalhadores dos Correios decidiram, após assembleia realizada na noite de segunda-feira, 17, decretar greve geral por tempo indeterminado.  

Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicações Postais, Telegráficas e Similares do Paraná (SINTCOM-PR), a paralisação iniciou na terça-feira, 18, nas agências dos Correios do Paraná. 

Ao todo devem aderir à greve em torno de 4 mil funcionários dos Correios no Paraná, impactando nos serviços prestados pela empresa em todo o Estado.

O presidente do SINTCOM-PR, Adailton Francisco Cardoso, destaca que a greve teve uma grande adesão. “A greve na região de Curitiba e litoral começou forte, com grande adesão dos carteiros, atendentes, ott´s, em média de 70%. Em Paranaguá, houve adesão de 60%, Guaratuba 95% e Matinhos 50%”, destaca o presidente.

O presidente do SINTCOM-PR também abordou as principais pautas da categoria. “Nas reivindicações, somos contra a privatização dos Correios, queremos um correio público e de qualidade. Somos contra a retirada de direitos conquistados ao longo do tempo. Também pedimos melhores condições de trabalho devido à pandemia, pois para conseguir os EPIs tivemos que entrar na justiça”, enfatiza Cardoso.

O diretor da pasta jurídica, do SINTCOM-PR, Marcos Rogério Inocêncio, destaca também que a reivindicação inclui a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria. “As nossas reivindicações são pela manutenção do ACT, que no ano de 2019, o TST deu uma sentença normativa para o acordo ser de dois anos. A empresa foi ao STF, e o Dias Toffoli, de modo monocrático, tirou o acordo bianual. Com essa decisão, nosso ACT encerrou  dia 31 de julho e, com isso, a empresa retirou 70 cláusulas do nosso ACT e com redução de 42% na remuneração e, pasmem, não teve negociação. Assim, não tivemos outra alternativa a não ser a paralisação dos serviços”, destaca o diretor.

Correios

Em nota, os Correios se manifestaram sobre a decisão da categoria em realizar a greve: “Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados. Os Correios ressaltam que possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa. No momento em que as pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional. Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia. A diminuição de despesas previstas com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa”, diz a nota.

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