A Festa de Nossa Senhora do Rocio é uma das mais antigas manifestações de fé do Brasil, e tem em Paranaguá, cidade mais antiga do estado do Paraná, a aparição da Mãe de Deus e o início da devoção.
Durante todos os anos, é realizada na primeira quinzena de novembro a sua festa, que reúne milhares de romeiros, turistas e devotos no litoral paranaense para celebrar este símbolo de fé e a identidade do povo do estado.
A história dessa devoção nos leva ao século XVII, quando um pescador simples, conhecido na região como Pai Berê, encontra uma pequena imagem da Virgem Maria, às margens da Baía de Paranaguá, em um local conhecido como rocio, palavra esta de origem espanhola que significa “orvalho”.
A partir desse achado, iniciaram-se os relatos de graças alcançadas, as curas passaram a se espalhar pela região. Nessa época, o povo sofria com epidemias e dificuldades, então passaram a recorrer à pequena imagem, a intercessão de Nossa Senhora do Rocio, como foi intitulada, e esta que era uma pequena fé, se transformou em uma tradição em todo o estado.
A devoção não parou de crescer e, com o passar dos séculos, atravessou gerações e se consolidou como símbolo da religiosidade no Estado do Paraná. No ano de 1977, Nossa Senhora do Rocio foi proclamada, pelas mãos do Papa Paulo VI, Padroeira do Estado do Paraná, e esse reconhecimento reforçou o valor espiritual desta devoção.
Atualmente, a festa está passando pelo processo de registro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para se tornar patrimônio imaterial do estado.




A festa em honra à Nossa Senhora do Rocio
A devoção à Padroeira do Paraná conquista cada vez mais devotos e anualmente aumenta também o número de atrações na festa. Mais do que um evento, a Festa do Rocio é um símbolo vivo da resistência da fé e da identidade de um povo.
A festa reúne diversas atividades culturais como procissões, apresentações culturais, parque de diversões e barracas gastronômicas e de confecções, reunindo mais de 300 mil pessoas ao longo do período festivo.
Esta é uma tradição que une passado e presente, tradição e emoção, reforçando que a devoção também é uma forma de pertencimento.






