O governador Ratinho Junior caminha para consolidar o secretário Guto Silva como seu indicado à sucessão no Governo do Paraná, em um gesto que combina pragmatismo político com a tentativa de preservar a unidade interna do PSD.
Dos três nomes inicialmente ventilados como possíveis herdeiros políticos, o cenário foi se afunilando. Rafael Greca no MDB e Alexandre Curi no Republicanos já anunciaram novos rumos partidários, deixando o caminho livre para que Guto se consolide como o nome da continuidade não apenas de governo, mas de projeto político dentro do PSD.
Guto Silva, por sua vez, dá os passos finais dentro da estrutura administrativa. Nesta terça-feira (01/04), encerra seus atos como secretário das Cidades e, na sequência, se desincompatibiliza do cargo para se dedicar integralmente à pré-candidatura. O gesto, esperado e calculado, marca a transição do técnico ao político em tempo integral.
Enquanto isso, o governador Ratinho Junior reorganiza sua própria agenda. Compromissos pelo interior foram cancelados para abrir espaço a reuniões estratégicas e ajustes finais antes do anúncio oficial, um indicativo claro de que a decisão está madura e alinhada.
Mais do que a escolha de um nome, o momento exige habilidade para construir unidade. A saída de lideranças relevantes impõe ao PSD o desafio de recompor forças, evitar fissuras e dialogar com diferentes correntes. A consolidação de Guto Silva, nesse contexto, surge não como imposição, mas como tentativa de síntese, alguém capaz de manter a base unida e, ao mesmo tempo, ampliar o campo de alianças.
O verdadeiro teste começa agora em transformar a escolha em convergência e a convergência em vitória, fazendo alianças que só o Ratinho Junior sabe construir com pragmatismo, timing e leitura fina do tabuleiro político.
Na política, vence quem entende que poder não se impõe, se constrói com diálogo, alianças e o tempo certo de agir.





