Agentes da Polícia Civil, que atuam na 1.ª Subdivisão Policial, equipes da Força Nacional e guarnições da Polícia Militar deflagraram na manhã desta terça-feira, 2, na cidade de Paranaguá, a Operação Soberania.
A mobilização policial tinha como objetivo principal desarticular células de uma organização criminosa que vinha agindo como um verdadeiro “Tribunal do Crime”, julgando e condenando, muitas vezes a morte, integrantes de grupos rivais na disputa pela hegemonia do tráfico de drogas na cidade litorânea.
MANDADOS
Os policiais cumpriram 10 ordens judiciais, sendo 4 mandados de prisão preventiva e 6 de busca e apreensão.
As ações policiais ocorreram de forma estratégica na Ilha dos Valadares e no bairro Porto dos Padres.

PRESOS
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, três indivíduos foram capturados e uma prisão em flagrante, por envolvimento com o tráfico de drogas, foi realizada no bairro Vila São Jorge.
CONFRONTO
Em um dos alvos da operação, na rua 50, no bairro Vila Nova, na Ilha dos Valadares, ocorreu um confronto armado.
Um indivíduo, ainda não identificado oficialmente, foi neutralizado dentro de uma casa.
O rapaz não obedeceu a ordem de abordagem e trocou tiros com guarnições da ROTAM – Rondas Ostensivas Tático Móvel.
Alvejado, ele não resistiu e morreu no local. O óbito foi constatado por militares do SIATE – Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência, do Corpo de Bombeiros.
O imóvel onde o confronto aconteceu foi periciado pela Polícia Científica.
O corpo foi encaminhado para o necrotério do órgão estadual, onde passou por exames complementares.

HOMICÍDIOS
Os homicídios investigados, que originaram a expedição das ordens judiciais e a operação policial, foram registrados nos dia 17 de março e 26 de maio deste ano.
MANGUEZAL
O primeiro caso foi registrado no dia 17 de março, quando um adolescente, de 17 anos, foi levado à força por quatro indivíduos que estavam em um carro de passeio.
A vítima estava jogando bola com amigos, em uma quadra de futebol sintético no bairro Jardim Araçá, quando os suspeitos o surpreenderam e o colocaram à força dentro do imóvel.
As investigações apontaram que o adolescente foi levado para a região conhecida como Beco do Óleo, na Ilha dos Valadares, onde foi torturado e assassinado.
O corpo foi encontrado boiando em uma área de manguezal, nas proximidades do Campo do Carlão, no bairro Vila Itiberê, no dia 21 de março.
As investigações apontaram que a vítima foi sentenciada pelo “Tribunal do Crime” após ser vista fazendo, por brincadeira em jogos online, sinais que faziam alusão a uma facção rival.

CASAL
O segundo caso investigado ocorreu no dia 26 de abril, quando dois corpos foram encontrados em uma área de manguezal no final da Rua Domingos Freire, no bairro Sete de Setembro, na região conhecida como Eucaliptos, na Ilha dos Valadares.
De acordo com a investigação, Gabriel Mingott Mendes, de 28 anos, e Deisiany Soares Vieira, de 30 anos, estavam em um bar na Ilha dos Valadares, quando foram surpreendidos por indivíduos suspeitos.
O casal foi colocado em um táxi e em seguida, de barco, foram levados até a área de manguezal onde foram executados com disparos de arma de fogo. Os tiros atingiram a região da cabeça das duas vítimas.
Os corpos, que estavam com as mãos e pés amarrados, foram encontrados por populares.
A motivação do crime, de acordo com os investigadores, foi pelo fato das vítimas terem sido rotuladas pelo grupo criminoso como “caguetas”.

TRIBUNAL DO CRIME
As robustas investigações apontam que os criminosos instituíram um macabro sistema paralelo de julgamento, motivado pela violenta guerra territorial entre grupos criminosos. Aqueles que eram suspeitos de cooperar com grupos rivais ou atuar como informantes eram sumariamente capturados, torturados e executados com requintes de crueldade.
SOBERANIA
As polícias civil, militar e Força Nacional reiteram o compromisso com a ordem pública e a segurança da população, afirmando que o trabalho integrado sufocará qualquer tentativa de organizações criminosas de desafiarem a soberania do Estado.
Com informações da PCPR




