Uma submetralhadora, equipada com supressor de ruído (silenciador), duas pistolas, carregadores alongados e mais de 100 munições intactas, de diversos calibres, além de porções de cocaína, foram encontrados durante uma ação conjunta deflagrada por equipes da ALI – Agência Local de Inteligência, do Batalhão da Polícia de Choque, com apoio de cães farejadores, ROTAM – Rondas Ostensivas Tático Móvel e da RPA – Rádio Patrulha Auto, da Polícia Militar, na manhã de quarta-feira, 17, na zona rural de Paranaguá.

MONITORAMENTO
De acordo com a corporação, uma denúncia anônima repassada para a Agência de Inteligência indicava uma casa, nas proximidades da BR-277, no bairro de Alexandra, na localidade do Rio Vermelho, que estaria sendo usada como esconderijo e depósito de armas de uma organização criminosa, envolvida com o tráfico de entorpecentes, no litoral.
Os integrantes desse grupo criminoso também teriam envolvimento direto com vários homicídios registrados na região.
Diante da situação, o imóvel e as proximidades, uma área de mata fechada, foram monitorados pelos policiais.
ATENTADO
Enquanto monitoravam a região, as equipes constataram uma movimentação suspeita, logo após um atentado a tiros, ocorrido na madrugada de sábado, 13, no Jardim Ouro Fino, em Paranaguá, onde um homem, de 31 anos, havia sido alvejado por vários disparos de arma de fogo.
No local onde o atentado aconteceu, em uma via da marginal, da PR-407, estradas das praias, os policiais recolheram mais de 50 estojos de munição calibre 9mm.

Contando com o apoio de equipes da ROTAM – Rondas Ostensivas Tático Móvel a casa foi cercada e abordada.
Durante o procedimento, realizado na noite do sábado, 13, os policiais flagraram um indivíduo fugindo pelos fundos do terreno. O suspeito entrou em uma área de mata fechada e não foi localizado.
Na entrada da residência, as equipes encontraram um vaso com vários pés de maconha plantados.
Uma jovem, de 18 anos, que estava na porta da casa, disse aos policiais que era namorada do indivíduo que fugiu e que o mesmo estaria carregando uma pistola calibre 9mm.
No quarto onde o casal dormia, as equipes apreenderam 25 munições intactas de calibre 9mm, quatro de calibre .22 e três de calibre .36.
Uma espingarda de pressão, adaptada para disparar munição calibre .22, também foi recolhida no local.
Em cima de uma mesa, na sala, os policiais encontraram buchas de maconha.
Todo o material apreendido e a adolescente abordada na residência foram encaminhados para o plantão da Polícia Civil.
Ainda durante a ação policial, uma busca pela área de mata foi realizada. Nenhum suspeito ou material ilícito foi encontrado.

adaptada para munição calibre .22 foram recolhidas na casa
SUBMETRALHADORA
Ao longo do feriado prolongado da Proclamação da República, os policiais receberam outras informações com relação ao imóvel que estaria sendo utilizado por uma facção criminosa como esconderijo e depósito de armas.
Imediatamente, uma operação maior foi planejada e executada na manhã de quarta-feira, 17, na zona rural de Paranaguá.
Além de equipes que atuam na região, unidades do Batalhão de Polícia de Choque da capital, com apoio de cães farejadores, realizaram uma grande varredura pelo local indicado pelo denunciante e que já havia sido alvo da ação policial anterior.
Entre a vegetação, enterrado perto de uma árvore, o cão de faro Draco, localizou um pacote suspeito.
Dentro de um pacote de ração para cães estavam escondidas uma submetralhadora, duas pistolas calibre 9mm, um silenciador, 103 munições intactas de calibre 9mm e .40, um carregador alongado e cinco buchas de cocaína.

durante uma varredura em área de mata fechada
O material apreendido foi entregue na Delegacia Cidadã.
Ninguém foi preso.

Batalhão de Polícia de Choque da capital realizaram uma grande varredura pela região
HOMICÍDIOS
Os policiais que participaram da operação acreditam que as armas apreendidas foram usadas em execuções praticadas no litoral, nos últimos meses. Já que várias testemunhas relataram que teriam ouvido rajadas de metralhadores durante as ações criminosas. A Polícia Civil, responsável pela investigação dos casos, deve pedir exames de balística de todo o armamento apreendido.

NÚMEROS
Conforme levantamento de dados realizado pela Agência Local de Inteligência da Polícia Militar, desde janeiro até o mês de outubro, mais de 35 armas de fogo e 434 munições já haviam sido apreendidas em ações realizadas na região.
Além do arsenal bélico, as equipes apreenderam grande quantidade de entorpecente e quase R$ 36 mil.
Neste período, mais de 280 pessoas foram presas pela corporação no litoral.