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Polícia

Delegada de Matinhos fala sobre o caso de profanação e vilipêndio de cadáver

Túmulo foi profanado no cemitério de Matinhos

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Um caso macabro registrado na manhã de segunda-feira, 1.º de junho, no cemitério municipal, no bairro Bom Retiro, em Matinhos, movimentou equipes das polícias Civil e Militar. Um túmulo foi profanado e o corpo de uma mulher foi vilipendiado. 

A Delegada da Polícia Civil de Matinhos, Sâmia Cristina Coser, falou sobre o caso e forneceu detalhes sobre o crime. “Na manhã de hoje fomos informados que um túmulo havia sido violado e o cadáver havia sido retirado não só de dentro do túmulo, mas também de dentro do caixão. Apresentava umas marcas de que teria sido arrastado pelo local, tendo sido colocado novamente dentro do caixão. Foi quando o funcionário do cemitério chegou para trabalhar e verificou esta situação”, comenta a delegada informando que foram acionadas as Polícias Militar e Civil.

Com relação ao fato, foi constatado que o corpo apresentava lesões, que não possuía ao ser sepultado, segundo as primeiras informações apuradas no local.

“A primeira pergunta que foi feita, foi a respeito das causas da morte, para termos a certeza de que as lesões foram causadas depois da morte. E, segundo informações preliminares que tivemos, a morte foi por causas naturais, não tendo sido acidente não teria motivo de estar com as lesões aparentes no corpo”, completa. 

A mulher de 41 anos, que teve morte natural, foi sepultada na tarde de domingo, 31.

Investigação

As investigações seguem e a Polícia Civil está levantando elementos para conclusão da investigação. “Só o fato de abrir, mexer e arrastar o cadáver já configura o fato de vilipêndio de cadáver e, independente do que tenha ocorrido, o crime já está configurado”, informa a delegada, destacando que este é um crime que está dentro do Código Penal e diz respeito aos mortos e à crença das pessoas. “A família certamente está abalada e também conversei com várias pessoas que moram há mais de 50 anos na cidade e não se lembram de outro caso semelhante a este”, conclui.



Sâmia Cristina Coser, delegada da Polícia Civil, destacou que o crime cometido está tipificado no Código penal

Após a perícia, realizada pela equipe da Criminalística, que contou com o apoio de um papiloscopista do Instituto de Identificação, o corpo da mulher foi novamente sepultado.