Nesta semana, se comemora o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência (11 de fevereiro), data implementada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). Trata-se de uma oportunidade de promover a ciência e lembrar da importância de pesquisadoras nesse contexto e reconhecer a contribuição delas para a sociedade. O litoral paranaense tem diversas pesquisadoras que atuam na conservação dos ecossistemas marinhos.
Educação ambiental
Marjorie Ramos é técnica de Educação Ambiental do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (REBIMAR) e uma das principais lideranças nas ações na área. Desenvolve pesquisas nas áreas de divulgação científica, biodiversidade e conservação marinha.
Marjorie participa em ações de limpeza de praias e de identificação de diversos tipos de animais e lixo presente na água e na areia no litoral paranaense, além da divulgação e popularização da ciência. Para ela, o caminho para as mulheres na ciência é árduo, mas imprescindível.
“O ingresso de meninas e mulheres na ciência é parte do longo e árduo trajeto rumo à igualdade de gênero. É imprescindível garantir que novas perspectivas sejam possíveis, considerando o processo histórico de decisões pautadas na desigualdade. Garantir a igualdade de gênero é um importante passo para vislumbrar um mundo mais sustentável e justo”, afirmou Marjorie.
Conservação dos Tubarões e Raias
A bióloga Natascha Wosnick é mestre em Fisiologia e doutora em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). É pesquisadora do Laboratório de Predadores de Topo da Universidade de Haifa (Israel). Natasha participa do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Tubarões e Raias Marinhos Ameaçados de Extinção (Pan-Tubarões) e faz parte do Grupo de Estudos de Elasmobrânquios do Maranhão (GEEM) e do Paraná (GEEP).
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“Ser pesquisadora em uma área majoritariamente masculina mostrou a importância de incentivar mais mulheres na ciência. Compaixão e sensibilidade são forças transformadoras na conservação, no bem-estar animal e nas comunidades. Luto pela conscientização sobre a vida marinha, esperando inspirar mulheres e toda a sociedade a se engajar nessa causa essencial”, frisou Natascha.
A pesquisadora desenvolve estudos científicos sobre as espécies de raias e tubarões que frequentam a costa brasileira, envolvendo pescadores e comunidades tradicionais na conscientização sobre a importância de proteger as espécies ameaçadas de extinção.
Conservação dos manguezais
A professora na Unespar (Universidade Estadual do Paraná) Paranaguá, Cassiana Baptista Metri, é especialista em manguezais e dedica-se à educação científica com os projetos de extensão “Todos Contra a Dengue” e “Coleção de Zoologia”.
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Bióloga, mestre e doutora em Zoologia, ela está à frente de várias pesquisas no litoral do Paraná para conservação e avaliação dos manguezais. Cassiana também é referência no estudo sobre os caranguejos-uça, espécie mais comercializada e consumida no Brasil, segundo o IBAMA.
“Trabalhar com ciência é um desafio, ainda mais para mulheres, numa área historicamente masculina. Avançamos, mas a diversidade segue ausente: onde estão as mulheres negras, indígenas, pescadoras, quilombolas, trans. Nosso papel é valorizar a mulher na ciência e abrir caminhos para um futuro mais diverso e inclusivo”, declarou Cassiana.
Com informações do REBIMAR