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Meio Ambiente

LEC detalha trabalho ambiental de técnicos e monitores no norte do Superagui

Em sete anos foram registrados 213 animais marinhos debilitados ou mortos

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Fotos: LEC/UFPR - Divulgação

Na segunda-feira, 9, o Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) deu sequência à divulgação da série “Monitoramento de praias: uma jornada diária pela conservação da fauna marinha”, mostrando atuação de técnicos e monitores, via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), para garantir proteção ao meio ambiente em todo o litoral do Paraná. Nesta terceira publicação, o LEC divulgou trabalho de profissionais que atuam em Guaraqueçaba, na região norte do Parque Nacional do Superagui, abrangendo a divisa do litoral do Paraná com São Paulo. 

De acordo com a assessoria, os técnicos de monitoramento que atuam na região norte do Parque Nacional do Superagui (ICMBio), na divisa com o litoral de São Paulo, “se deslocam semanalmente cerca de duas horas e meia de barco até o ponto de início do monitoramento, pois o acesso a região é feito pelo canal do Varadouro, parte estuarina da Grande Reserva da Mata Atlântica”, completa. “Chegando na praia deserta a equipe faz o trecho de bicicleta percorrendo aproximadamente 8 quilômetros entre ida e volta. Caso tenhamos animais maiores, apenas a coleta de amostras biológicas é conduzida. Em caso de encalhe de baleias voltamos com equipe maior para dar apoio”, detalha.

Lixo acumulado

Profissionais se deslocam semanalmente por duas horas e meia de barco até o ponto de início do monitoramento
Fotos: LEC/UFPR – Divulgação

“Apesar das belas paisagens naturais e de haver apenas famílias de pescadores vivendo na localidade, o acúmulo de lixo nas praias vindos do mar chama a atenção da nossa equipe”, informa o LEC. O biólogo e técnico de monitoramento, Camilo Carrasco, afirma que na região próxima à restinga há um acúmulo contínuo de garrafas plásticas, restos de redes e cabos de pesca e bóias da pesca industrial. “Tem lixo de diversos países  acumulados e provavelmente são trazidos pelas correntes oceânicas”, explica.

Animais mortos e debilitados

De acordo com o projeto, no trecho em questão, desde o início do PMP-BS, há sete anos atrás, 213 animais marinhos foram encontrados, em sua maioria aves e tartarugas marinhas e espécies migradoras. “Em geral os animais são registrados mortos em estágio avançado de decomposição. No ano passado, nossa equipe também realizou a necropsia de uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) encalhada nesta área de praia”, acrescenta.

“Esse trecho de praia passou por grandes mudanças devido a nova abertura da Barra do Ararapira e com isso devemos ter mudanças na dinâmica de monitoramento. Nesta região, nosso vizinho de monitoramento de praia é o IPEC Pesquisas, o qual mantém uma equipe composta por monitores locais na região pertencente ao estado de São Paulo”, finaliza o LEC da UFPR.

Lixo proveniente de diversos países são trazidos à restinga no local, provavelmente por corrente oceânica, afirma o biólogo e técnico de monitoramento, Camilo Carrasco
Fotos: LEC/UFPR – Divulgação

PMP-BS 

O PMP-BS é uma ação desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. “Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos”, acrescenta.

“O PMP-BS é realizado desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. O LEC UFPR é responsável por monitorar e avaliar os encalhes no Trecho 6, compreendido entre os municípios de Guaratuba, Matinhos, Paranaguá, Pontal do Paraná e Guaraqueçaba (PR)”, finaliza a assessoria.

Com informações do LEC da UFPR