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Meio Ambiente

Duas baleias jubartes são encontradas mortas em 24 horas no litoral do Paraná

Animais estavam encalhados em Guaratuba e Guaraqueçaba

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Entre domingo, 25, e a segunda-feira, 26, foram encontradas no litoral do Paraná duas baleias jubartes (Megaptera novaeangliae) encalhadas e mortas. Os animais estavam na praia em Guaratuba, no balneário Coroados, e no Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba, ambos com sinais de redes de pesca e lesões no corpo. Segundo o Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que foi acionado nas duas ocorrências, nos últimos três meses, seis baleias jubartes foram encontradas encalhadas e mortas no litoral paranaense. 

Guaratuba

Com relação à baleia encontrada em Guaratuba, o LEC da UFPR afirma que ela foi encontrada inicialmente viva e em rede de pesca na zona de arrebentação, em Coroados, no município de Guaratuba. “A baleia encontrava-se na arrebentação possivelmente ainda lutando para retirar a rede que a prendia na cabeça, no entanto, cansada e, provavelmente por conta da maré que vazava com força, o animal encalhou de ventre para cima e veio a óbito rapidamente. A jubarte era uma fêmea de 8,5 metros, tinha marcas de rede no pedúnculo e lóbulo caudal, além do petrecho de pesca aderido ao longo da cabeça”, explica.

Jubarte foi encontrada na segunda-feira, 26, em praia no Coroados, em Guaratuba

De acordo com a UFPR, a equipe do LEC e do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), contou com o apoio da Prefeitura de Guaratuba, do Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal, no isolamento da área e parceria em informações para auxiliar no atendimento. “O acionamento ocorreu por meio da rede de encalhes de animais marinhos do Paraná que atua em conformidade com o Protocolo de Atendimento a Encalhes de Animais Marinhos no Litoral do Paraná – PRAE (SEDEST/IAT/IBAMA), e com os protocolos nacionais da Rede Brasileira de atendimento a encalhe de mamíferos aquáticos/REMAB (CMA/ICMBIO)”, informa.

Segundo a UFPR, o encalhe foi registrado, com avaliação da carcaça e deslocamento na terça-feira, 27, para necropsia, coleta de materiais biológicos e análise da saúde do animal, bem como da causa da morte.  “Somente por meio de uma investigação mais aprofundada com auxílio de exames complementares laboratoriais será possível identificar a causa da morte da baleia”, detalha.

Guaraqueçaba

No domingo, 25, uma baleia jubarte foi encontrada morta, em estado inicial de decomposição, em praia do Parque Nacional do Superagui, a 6km da vila local, em Guaraqueçaba. Segundo os pesquisadores, a área foi isolada, com registro do encalhe, avaliação da carcaça, coleta de materiais biológicos para analisar a saúde e a causa da morte do animal. Moradores colaboraram no transporte dos materiais de coleta.

Baleia foi encontrada encalhada no domingo, 25, no Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba

“Até o momento a baleia jubarte era juvenil, media oito metros e apresentava marcas de interação com redes de pesca, as quais deixaram lesões profundas ao longo do corpo do animal. No entanto, segundo os pesquisadores, somente por meio de uma investigação mais aprofundada com auxílio de exames complementares laboratoriais será possível identificar a causa de morte do animal”, informa.

Encalhes de jubartes neste ano

Segundo o laboratório da UFPR, nos últimos três meses, seis baleias jubartes foram encontradas encalhadas no litoral, sendo uma registrada na Ilha do Mel, duas na Ilha do Superagui, uma no Balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná, uma em Brejatuba e outra em Coroados, em Guaratuba.  “Desde o início do PMP-BS, em 2015, já foram registrados encalhes de 18 baleias da mesma espécie no litoral paranaense, incluindo indivíduos adultos e jovens.  As baleias jubartes da população do oceano Atlântico Sul vem ao Brasil anualmente para reprodução, mas passam o verão se alimentando na região Antártica. A principal área brasileira de reprodução é o litoral da Bahia, mas jubartes têm sido avistadas com frequência na região sudeste e sul do Brasil”, detalha.

O Instituto Baleia Jubarte afirma que os encalhes ocorrem por diversos motivos, entre eles a morte natural, aproximação dos animais à costa e aumento da interação destes com redes de pesca e embarcações, causando assim riscos de emalhe e colisão com embarcações. Esta aproximação da zona costeira é motivo de investigação pelos cientistas, pois pode ser apenas uma resposta à recuperação da população, mas também pode ser reflexo das mudanças climáticas no continente Antártico. O aquecimento global tem sido responsável pela redução na disponibilidade de krills (principal alimento destas baleias) na Antártica e as baleias possivelmente precisam buscar por alimento durante a migração para as áreas quentes brasileiras e fazem isso utilizando águas mais rasas”, informa a UFPR.

“Estas são ainda hipóteses científicas a serem avaliadas, mas já evidenciam desafios que chegam em resposta à degradação do oceano e mudanças climáticas! A década do oceano, iniciativa global capitaneada pela Unesco, está só começando, e garantir um ecossistema saudável e resiliência à biodiversidade é responsabilidade de todos nós! Se a fauna estiver bem, nós humanos estaremos bem”, finaliza a bióloga e coordenadora do LEC da UFPR, Camila Domit.

Com informações do LEC da UFPR

Fotos: LEC/UFPR – Divulgação

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