Infraestrutura

Com investimento de R$ 100 milhões, Portos do Paraná investe em modernização e ampliação do píer de líquidos

Benfeitoria faz parte da execução da segunda etapa da obra

O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço (Foto: Claudio Neves/Portos do Paran)

O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço (Foto: Claudio Neves/Portos do Paran)

Na quarta-feira, 1.º, foi publicado no Diário Oficial do Estado um anúncio que permitirá à Portos do Paraná dar continuidade ao projeto de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL) do Porto de Paranaguá: a conclusão do processo de seleção e contratação da empresa responsável pela execução da segunda parte da obra. Com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço, o investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, algo que beneficiará a infraestrutura e a economia local.

De acordo com a Portos do Paraná, a ampliação da estrutura é necessária para permitir a atracação de navios maiores, tanto em comprimento total (LOA) quanto em calado (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação). “O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias”, ressalta Victor Kengo, diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná.

Ampliação da capacidade operacional

De acordo com a empresa pública, atualmente a capacidade operacional do PPGL encontra-se limitada, permitindo apenas a recepção de embarcações com até 190 metros de comprimento e calado de 11,60 metros. “Com as atualizações das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a poder receber navios com até 13,30 metros de calado”, complementa.

“Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado”, completa Kengo.

Segundo a Portos do Paraná, outro avanço será a instalação de um dolfim de amarração, que é uma estrutura marítima fixa e isolada, construída com estacas e concreto armado para amarração de navios fora do cais. Também serão implantados dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto inicial das embarcações, e uma nova plataforma de operação. “A reforma também irá otimizar a conexão com os terminais retroportuários”, acrescenta.

“As obras de readequação do PPGL tiveram início em 2025. Foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização do píer, incluindo a construção de um dolfim, substituição das defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, adequação da iluminação e das instalações elétricas, reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura de elevação de mangotes. A obra segue em andamento, com o novo dolfim já concluído”, informa a assessoria.

Produtividade

De acordo com a Portos do Paraná, em 2025, os granéis líquidos representaram 12,75% da movimentação anual nos portos paranaenses. “Os principais produtos exportados foram óleo de soja (848.253 toneladas) e óleo combustível (461.692 toneladas). Na importação, destacaram-se o óleo diesel (3.245.872 toneladas) e o metanol (1.383.673 toneladas)”, finaliza.

Com informações da Portos do Paraná


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Leonardo Quintana Bernardi

Editor-chefe da Folha do Litoral News. Jornalista graduado pela PUC-PR com atuação desde 2012 no jornalismo impresso, online e em audiovisual, bem como em assessoria de comunicação. Já trabalhou em órgãos públicos, jornais locais, freelances em veículos de alcance nacional e desempenha suas funções na Folha do Litoral News desde 2017. Defensor do jornalismo como meio de transformação social.

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