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Grupo entrega cestas básicas para mais de 200 famílias de pescadores

Comunidades caiçaras são prejudicadas com a pandemia (Foto: João Paulo R. Santana)

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A queda na movimentação turística e comercial durante a pandemia do novo Coronavírus impactou os pescadores artesanais de comunidades marítimas no litoral do Paraná. Esses moradores residem em locais distantes, onde o acesso e a comunicação são difíceis, algo que os deixam, muitas vezes, esquecidos. Mas esse não foi um desafio para um grupo de amigos da região que já conseguiu arrecadar e transportar mais de 200 cestas básicas para que essas famílias possam se sustentar nesse cenário de incertezas.

Um dos voluntários do Grupo de Apoio aos Pescadores Artesanais, João Paulo Ribeiro Santana, contou como iniciou a ação social. “Como trabalho na região das baías de Paranaguá, Antonina e Guaraqueçaba, com atividade relacionada à movimentação náutica e por ter contato com as comunidades tradicionais caiçaras de pescadores artesanais, eu sabia da dificuldade que essas pessoas se encontram hoje, para poder vender o que pescam, devido à queda na movimentação turística e comercial no litoral. Então a nossa ação se trata de levar cestas básicas para comunidades ilhadas e insulares de todo este grande complexo estuarino do nosso litoral”, contou Santana.

“A iniciativa ocorreu quando uma amiga de Curitiba, a Carol Paschoal, com quem eu sempre compartilho a realidade das comunidades tradicionais caiçaras me telefonou perguntando o que poderíamos fazer para tentar ajudar os pescadores. Foi então que tivemos a ideia de começar uma campanha de arrecadação e distribuição de cestas básicas”, acrescentou Santana.

Grupo de amigos resolveu agir e atender até mesmo as comunidades mais distantes (Foto: Carla Regina Simas)

Obstáculos

Segundo o voluntário, fazer uma campanha de ajuda às comunidades tradicionais na água é algo muito difícil, pois depende de boas condições das marés, vento e chuva para poder acontecer. “Não basta simplesmente comprar uma cesta básica e querer entregar. Você precisa pensar na integridade dos voluntários e conseguir chegar aos locais inóspitos com segurança pois em muitos canais, na maré baixa a profundidade não chega a meio metro, e as pequenas embarcações podem encalhar. Estamos falando de uma região com mais de 600 Km² de área de lâmina de água, onde não pega celular, não tem posto de combustível e outros tipos de prestação de serviço que se encontra nas rodovias”, descreveu Santana.

“Já atendemos 30 famílias na Vila Maciel, 70 famílias na comunidade de São Miguel, 18 na comunidade de Guapicum, 36 famílias em Bertioga, 18 famílias na comunidade de Barbados, 14 no Sebuí (que não possui nem rede de energia elétrica), seis na Vila Fátima, quatro no Abacateiro e cinco na Vila Rita, tendo atingido em mar um total de 201 famílias”, destaca.

A campanha deu tão certo, que o grupo conseguiu levar alimentos para três associações de catadores de recicláveis em Paranaguá e Antonina, onde foram mais 42 famílias beneficiadas.

Colaboração

Para colocar a campanha em prática, Santana comentou que o grupo teve a colaboração de pessoas que têm embarcações para realizar o transporte. “Além de mim e da Carol, precisávamos de uma equipe para a ação ser efetiva. Conversamos com o Zé Hugo, que tem embarcações em Pontal do Paraná, que topou na hora e doou o uso das embarcações e parte do combustível. Foi necessário o acesso direto aos pescadores e nessa, o Pedro Cordeiro que é um amplo conhecedor e amigo de várias lideranças das comunidades tradicionais de pescadores artesanais, teve papel importantíssimo. Na contabilidade entrou a Carla Simas para cuidar dos depósitos e prestação de contas e nas compras o João Scalzo cuidou da aquisição das cestas”, relatou Santana. “Já no começo da campanha, uma equipe de outra ação solidária, resolveu unir forças conosco, que foram o Daniel Romanowski e a Juliana Sanches, que ajudaram muito com angariação de mais recursos, auxílio na distribuição e divulgação. Recentemente tivemos a ajuda da Nuria Bianco que está ajudando na nossa comunicação”, acrescentou Santana.

Como ajudar

Para saber mais, o grupo pede para fazer o contato através dos canais de comunicação no Instagram: @jopa_santana e @caro_paschoal. Os dados da Conta Bancária para doação são: Carolina Paschoal, Banco Bradesco, Ag. 3220, Conta Corrente 8391-7.