Começou na terça-feira, 4, na Universidade Estadual do Paraná – Campus de Paranaguá (Unespar Paranaguá), e prossegue até quinta-feira, 6, a 12.ª edição do Seminário Educação, Universidade, Diversidade e Inclusão (Seudi). O evento neste ano conta com o tema “Entre Barreiras e Resistências: na Luta pelo Direito à Educação”, e busca sensibilizar a comunidade acadêmica, tanto interna quanto externa, sobre as lutas e os direitos das pessoas com deficiência (PCDs) e a diversidade humana.
Voltado à toda comunidade acadêmica, interna e externa, o seminário ocorre presencialmente, no campus de Paranaguá, com palestras, workshops, salas temáticas, exposições, entre outras atividades. A iniciativa é do colegiado de Pedagogia, ligado ao Centro de Educação em Direitos Humanos da Unespar (CEDH) e ao Núcleo de Educação Especial Inclusiva (NESPI).
“É uma edição em que temos, desde o início, trabalhado na perspectiva de sensibilizar a comunidade acadêmica, interna e externa, acerca das pessoas com deficiência, de toda a forma de diversidade humana, mas focamos principalmente na deficiência. Então, temos vários estandes, onde as pessoas estão trabalhando jogos adaptados, recursos mediadores de aprendizagem, reglete, braille, soroban, libras”, explicou a professora do Colegiado de Pedagogia da Unespar, integrante do CEDH, do NESPI e do Mestrado em Educação Inclusiva, Rosineide Cirino.

De acordo com ela, o evento serve para aproximar a comunidade das atividades relacionadas à inclusão e à convivência com pessoas com deficiência. “É uma forma de trazermos a comunidade para que os alunos passem para as formas como nós podemos interagir e aprender com as pessoas com deficiência”, explicou.
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“Nós temos salas discutindo as barreiras, as barreiras atitudinais, as barreiras de acessibilidade, barreiras tecnológicas, que é também um momento que a gente traz para reflexão o quanto a forma como eu interajo com a pessoa com deficiência determina o que elas podem ou não ser nesse mundo”, frisou a professora. “Se eu acredito que a pessoa com deficiência pode aprender, certamente ela vai aprender, mas se eu não acredito, eu coloco uma barreira atitudinal e aí a pessoa não avança”, pontuou.
Participação da comunidade acadêmica
Segundo a professora, o Seudi conta com a participação de toda a comunidade acadêmica, interna e externa. “Todos os cursos estão envolvidos, tanto que a fazemos uma série de atividades pela manhã, tarde e noite, para garantir que todos estejam participando, mas, sobretudo, a comunidade externa, professores da educação básica, pessoal do Instituto Estadual de Educação e da escola básica, Então, todos são convidados a virem conhecer um pouquinho desse material, desse processo para entender e interagir melhor com as pessoas com deficiência”, ressaltou Rosineide.

De acordo com ela, o seminário representa mais um avanço para a universidade. “Quando começamos a entender que as pessoas com deficiência têm direito de estar aqui, a gente precisa lutar para garantir esse espaço. Então, quando começamos a discutir aqui em 2010, 2011, hoje a gente vê que é um avanço muito grande e eu, pessoalmente, me sinto realizada, porque como uma pessoa de história de inclusão, eu vejo que, de alguma forma, eu contribuo para que outras pessoas também visualizem desta forma”, concluiu a professora.
Importância do Seudi
Com tradução do intérprete de Libras, Jonatas Galdino, o professor de Libras da Unespar, Ednilson Assenção, destacou a importância da iniciativa. “É importante todos os alunos do colegiado de Pedagogia, de licenciatura, apresentar as estratégias sobre as deficiências, porque todos os alunos têm a experiência de se apresentar nas escolas, virem aqui conhecer, visitar, ver a vivenciam, como que um surdo, deficiente, que sofre preconceito, poder mostrar, ter uma prova e ter verdadeira acessibilidade”, finaliza.
Confira as imagens do evento:


















