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Artesã parnanguara cria “Manta do Tempo” em crochê que registra o clima diário de Paranaguá

Ao todo, a peça possui 365 carreiras, 109,8 mil pontos baixos e pesa 3,6 quilos

“Essa manta tem um lugar muito especial no meu coração. Aprendi crochê com a minha avó há mais de 10 anos, e foi com ela que eu aprendi a amar essa arte”, ressalta a crocheteira e artesã parnanguara Bárbara Migliorini (Foto: Divulgação/Bárbara Migliorini)

“Essa manta tem um lugar muito especial no meu coração. Aprendi crochê com a minha avó há mais de 10 anos, e foi com ela que eu aprendi a amar essa arte”, ressalta a crocheteira e artesã parnanguara Bárbara Migliorini (Foto: Divulgação/Bárbara Migliorini)

Contar o clima de cada dia por meio de cores correspondentes à temperatura climática registrada: esse é o propósito da “Manta do Tempo”, produzida pela crocheteira e artesã parnanguara Bárbara Migliorini enquanto passava por uma transição capilar. Foram 365 carreiras feitas à mão em crochê, uma para cada dia de 2025, em que cada cor representa o clima registrado naquele dia específico em Paranaguá. Ao todo, a peça possui 109,8 mil pontos baixos e pesa 3,6 quilos.

Bárbara explica que a ideia do projeto surgiu a partir de uma postagem que ela viu na Internet. “Achei muito interessante porque é um projeto único e muito pessoal, nenhuma manta fica igual à outra. O que mais me encantou foi o fato de ser algo feito ao longo de um ano inteiro, uma carreira por dia. É um projeto que acompanha o tempo de verdade, sem pressa”, destaca a crocheteira.

De acordo com ela, a “Manta do Tempo” possui um significado especial. “Essa manta tem um lugar muito especial no meu coração. Aprendi crochê com a minha avó há mais de 10 anos, e foi com ela que eu aprendi a amar essa arte”, ressalta.

Superação

Essa é uma das poucas peças feita por Bárbara para uso pessoal, enquanto passava por uma transição capilar. “Essa é uma das poucas peças que eu fiz para mim, para uso pessoal mesmo. Enquanto eu fazia a manta, eu também estava passando pela minha transição capilar”, conta.

“Achei muito interessante porque é um projeto único e muito pessoal, nenhuma manta fica igual à outra”, conta Bárbara Migliorini (Foto: Arquivo Pessoal)
“Achei muito interessante porque é um projeto único e muito pessoal, nenhuma manta fica igual à outra”, conta Bárbara Migliorini (Foto: Arquivo Pessoal)

“De certa forma, ela me acompanhou num momento muito importante da minha vida. Foi um processo que vivi com leveza, com carinho e que quero lembrar para sempre. A manta acabou virando um registro disso tudo”, frisa.

Devido a representatividade pessoal, comercializar a peça não está nos planos de Bárbara. “Eu compartilhei a manta nas minhas redes sociais e fiquei muito feliz com o carinho das pessoas, muita gente se interessou e gostou da ideia. Mas não é uma peça que eu pretendo fazer para vender, até porque ela leva um ano inteiro para ser feita”, destaca.

“O objetivo dessa manta não foi comercial, e sim pessoal. Ela foi pensada como um registro do meu tempo, da minha rotina e da minha história. É uma peça que representa muito quem eu sou como artesã e como pessoa”, completa.

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De acordo com Bárbara, a “Manta do Tempo” foi a maior peça já produzida por ela ao longo de sua experiência com o crochê. “É a maior peça de crochê que eu já fiz, cada carreira tem um pedacinho do meu tempo, da minha paciência e do meu amor por criar com as mãos. A manta acompanhou um processo bem importante para mim. Não é só uma manta, são 365 carreiras, 109.800 pontos baixos e 3,600kg de manta para dizer que eu amo ser artesã”, finaliza. 


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Elano Squenine

Estudante de Jornalismo desde 2025 pela Uningá, Elano Squenine atuou como repórter, pauteiro e produtor em uma emissora de rádio. Atualmente, ele exerce suas funções na Folha do Litoral News como coprodutor (MEI).

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