Com apenas quatro anos de idade, o parnanguara Noah Vizine já vem se destacando no esporte da cidade. O pequeno atleta conquistou a medalha de ouro em um campeonato Sul-Americano de Jiu-Jitsu realizado no Rio de Janeiro, resultado que reforça o potencial das categorias de base da modalidade em Paranaguá.
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Aluno da academia Red Mission, Noah treina sob a orientação do professor Pedro Bueno, faixa-preta há 13 anos e responsável pelo trabalho de formação de atletas na equipe. Segundo o professor, a conquista representa não apenas um título, mas o reflexo de um projeto construído ao longo de mais de uma década.
“Desde que a academia nasceu, sempre treinamos para competição. Eu também competi muito dentro das possibilidades que tive. Nem sempre consegui chegar aos grandes eventos por falta de patrocínio, mas nunca deixei de lutar. Hoje, graças a Deus, temos muitas crianças aqui e nosso foco não é só ensinar jiu-jitsu, é cuidar das crianças como pessoas”, destacou Pedro.

O treinador ressalta que o trabalho vai além do tatame. A proposta envolve disciplina, formação de caráter e acompanhamento das famílias. “O jiu-jitsu é uma baita ferramenta. Agora chegamos a um nível especial, começando pelas crianças. O Noah tem pouco mais de um ano de treino, já é campeão paranaense em todas as etapas que disputou e treinou três meses intensos para esse Sul-Americano”, explicou.
No Rio de Janeiro, o jovem atleta enfrentou duas lutas consideradas técnicas e exigentes para a categoria. O resultado foi o lugar mais alto do pódio.
De maneira simples e espontânea, Noah resumiu a experiência. “Eu lutei com um menino mais pequeno que eu, daí lutei com o maior, daí eu ganhei essa medalha de ouro”. Questionado se estava feliz, respondeu com firmeza: “Sim”. Sobre o sonho no esporte, não hesitou. “Meu sonho é ser faixa-preta e campeão”, completou.

O professor também fez questão de destacar o papel da família no processo. “Se não fosse o empenho dos pais, não chegaríamos nisso. O apoio, a dedicação em trazer, buscar, não faltar aos treinos e confiar no trabalho fazem toda a diferença”, afirmou.
O pai do atleta, Igor Vizine, descreveu a conquista como motivo de orgulho para toda a família. “A gente não esperava uma evolução tão rápida, mas ele gosta muito de treinar. Se não tem treino, ele pergunta. Isso ajuda muito. Ele é dedicado e nós damos todo o apoio que ele precisar”, disse.

A rotina do pequeno campeão envolve treinos diários, escola e acompanhamento constante dos pais. “Hoje ele treina todos os dias. Em casa é tranquilo, comunicativo, ativo. A gente cuida muito do que ele assiste, do tempo de tela. Isso influencia no desenvolvimento. Na escola ele também é elogiado pelas professoras, é solidário com os colegas”, contou Igor, pai do Noah.





