Desde a manhã desta segunda-feira, 13, os estudantes do Instituto Estadual de Educação (IEE) Dr. Caetano Munhoz da Rocha já estão acomodados no Instituto Superior do Litoral do Paraná (Isulpar). A relocação ocorreu para atender os alunos após o incêndio que atingiu a estrutura da escola centenária. A mudança mobilizou direção, funcionários e alunos para garantir a continuidade das aulas.
De acordo com o diretor, professor Joares Mauricio da Rocha, todas as turmas foram transferidas. “Conseguimos trazer na íntegra às 18 turmas no período da manhã e às 15 da tarde”, conta. Ao todo, cerca de 725 alunos estudam no período da manhã. Já à tarde, o número é de 480 estudantes, aproximadamente.
A logística para a mudança exigiu esforço coletivo. Segundo o diretor, houve grande apoio da comunidade escolar. “Tivemos uma colaboração imensa dos nossos funcionários, do Grêmio Estudantil que nos auxiliou bastante na transferência da mobília, da cozinha e organização do espaço, organização de mensagens de acolhimento para os alunos que retornam hoje”, afirma. Mesmo com a mudança de espaço, parte da rotina foi mantida. O intervalo dos alunos segue o padrão anterior, com adaptações necessárias. “Nosso horário de intervalo vai sofrer uma alteração justamente para adequar aos alunos da entidade que nos abriga hoje”, comenta o diretor.
Revitalização do IEE
A direção também busca tranquilizar pais e responsáveis quanto à continuidade do ensino durante o período de reforma do prédio original. “Podem ter absoluta tranquilidade, que serão atendidos da mesma forma como se estivéssemos no nosso prédio, com a mesma filosofia, com a mesma vontade, com o mesmo desejo, com a mesma garra que tínhamos lá”, garante. Para manter a comunicação ativa, foram criados canais diretos com as famílias. “Criamos grupos de pais no WhatsApp. Hoje todas as turmas contam com grupos e tem ainda o telefone do diretor que está à disposição e qualquer dúvida, eles podem mandar mensagem”, reforça Joares.

Grêmio Estudantil
A participação dos estudantes também foi fundamental durante a transição. O presidente do Grêmio Estudantil, Nathan Dias Ferreira, destaca o envolvimento dos alunos no processo. “Ajudamos com a locomoção das mesas, por exemplo, e auxiliamos na parte da cozinha também. “É um momento muito difícil pra nós ainda, não estamos ainda aceitando 100% do que ocorreu. Nós não conseguimos raciocinar tudo ainda, mas acredito que logo estaremos bem. O ambiente e o local são bons, estamos sendo bem recebidos, a equipe da direção, da Pedagogia, os professores estão trabalhando também a todo vapor. Então acredito que tudo vai ficar bem o quanto antes”, ressalta o aluno.
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O estudante ainda deixa um recado aos colegas. “O fogo queimou a parede, queimou a janela, queimou o piso, mas nunca vai queimar o nosso conhecimento. O que nós adquirimos vamos levar para o resto da vida, então venha estudar que os professores estão prontos para ensinar e os alunos têm que estar prontos para aprender também”, enfatiza.
Para os alunos, o momento também é de adaptação. A estudante Ana Paula Freitas Alves afirma que o processo foi difícil, mas demonstra otimismo. “Foi um processo meio difícil para assimilar tudo o que aconteceu, mas acredito que agora vamos ficar bem. Toda a equipe, a direção da escola, os professores, os pedagogos, a direção do Isulpar também acolheu a gente muito bem, por isso, acredito que será um ano, o restante de um ano muito bom”, avalia.





