O Dia das Mães será celebrado no próximo domingo, 10. Segundo o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), a empresa vem ampliando a presença feminina em suas operações. Atualmente, as mulheres representam 25% das lideranças no terminal e avançam especialmente em áreas como planejamento operacional e operação de equipamentos pesados, bem como em todos os setores da empresa.
Com dois anos de empresa, a operadora de bobcat Luciana Padilha da Silva atua na coleta de resíduos orgânicos e recicláveis, contribuindo para manter o terminal limpo e organizado. Mãe de quatro filhos, entre eles, um filho autista, foi promovida já no primeiro ano de trabalho e também estuda inglês. Além disso, trabalha no mesmo turno que o filho de 19 anos, que atua na área de reefer da empresa.
“É muito gratificante ter o meu filho trabalhando comigo, seguindo os meus passos, trabalhando honestamente. Não é fácil, mas, quando você está numa empresa que te dá a oportunidade de expor o teu profissionalismo, é muito gratificante. Sou mãe, esposa e tenho que conciliar. E dá certo. Com o meu filho autista, eu tento conciliar a minha rotina profissional com as terapias dele, e a empresa me dá esse suporte”, ressalta Luciana.
“Hoje eu estou realizada, porque profissionalmente, quando eu iniciei aqui eu estava sem perspectiva, porque eu não conseguia dar o tratamento que o meu filho precisa e agora eu consigo. Então, a família é a base de tudo, principalmente os filhos, eles são prioridade, e eu acredito que ser mãe é uma dádiva. Por mais que nós tenhamos uma rotina difícil, cansativa, eu acredito que tudo vale a pena e eu não mudaria nada”, disse.

TCP
A Business Partner da TCP, Thárgillis Kalbusch Moreira Thomé, avaliou como positivos os exemplos de mães que inspiram seus filhos a ingressarem no mercado de trabalho e ressaltou os desafios de conciliar a vida profissional com a maternidade. “É muito positivo quando vemos, hoje, exemplos de mães aqui no terminal que inspiram seus filhos a virem trabalhar conosco. Temos alguns casos de mães e filhos que foram crescendo juntos ao longo dos anos. Quem é mãe sabe o quanto isso é desafiador: conciliar trabalho e maternidade, equilibrar o tempo e o quanto é desafiador se dedicar à carreira profissional enquanto também se dedica à maternidade”, salientou.
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“É muito importante que a gente encontre espaços de empatia com os nossos líderes, com quem nós estamos no dia a dia, dividindo o nosso trabalho e eu na minha posição de desenvolver as lideranças para cuidarem do desenvolvimento dos seus times, costumo trazer muito isso para que eles tenham esse olhar de se colocar no lugar do outro, de ter essa empatia, essa escuta ativa com as nossas colaboradoras que são mães, que têm essas necessidades pessoais, particulares, de conciliar tudo isso. Seja filho neurodivergente ou não, sabemos o quanto é importante para que eles olhem o profissional como um ser integral, com várias necessidades, em especial as mães”, concluiu Thárgillis.





