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Coronavírus

Médico alerta para sintomas de dengue e Coronavírus

Doenças têm apresentado índices cada vez maiores

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Ao passo que a Covid-19 avança em todos os Estados brasileiros, a dengue também tem apresentado índices cada vez mais alarmantes. A primeira enfermidade se tornou protagonista nos últimos meses, mas a segunda já apresentava um cenário preocupante quando comparado com o período de epidemia observado em 2015/2016. Se o Coronavírus chegou e a dengue ainda não foi embora, a dúvida é quanto aos sintomas que ambas as doenças apresentam.

O médico em Paranaguá, Dr. João Felipe Zattar, explica que o quadro gripal manifestado pelo Coronavírus pode não aparecer em uma parcela dos infectados.

“Em 80% das pessoas, a Covid-19 é um quadro gripal leve, também há relatos de pessoas que não têm sintomas. Nem todo caso de Coronavírus tem febre, os cuidados são para os grupos de riscos: crianças, idosos e diabéticos, nesses três grupos pode ser que a doença não apresente febre inicialmente. O paciente tem um período de incubação, que começa quando a pessoa contrai o vírus até o surgimento dos sintomas. Esse período é muito variável, pode ser de dois a 14 dias e é por isso que temos o isolamento social, porque a gente não sabe quem está com o vírus”, frisou Zattar.

Por isso, segundo ele, isolar somente aqueles que possuem algum sintoma que possa levantar a suspeita para a doença, não é suficiente.  “O vírus pode ficar até duas horas no ar, um estudo analisou todas as superfícies que ele pode ficar. No aço e no plástico, até na sacola de supermercado, o vírus pode durar até 72h, ou seja, tem alta durabilidade”, exemplificou o médico.

Em algumas pessoas, os sintomas iniciais da Covid-19 podem ser diferentes do que é comumente divulgado. “Há pessoas que podem ter uma pequena dor no corpo ou sintomas de resfriado, como a grande maioria, que são 80%, e aqueles que podem evoluir para um quadro de internamento, que são 20%, que culmina na insuficiência respiratória mais grave. Os sintomas de Coronavírus podem ser febre acima de 37.8 graus, tosse que pode começar seca e evoluir, congestão nasal, dor de cabeça, dor no corpo. Mas, tem outros que devem deixar a gente em alerta. O paciente, antes de ter febre, de dois a três dias antes, pode ter diarreia, dor abdominal e vômito. Alguns casos ainda podem ter a perda do olfato”, salientou Dr. Zattar.

Aumento da dengue

Paranaguá tem, de acordo com o boletim divulgado no dia 22 de abril pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), 217 casos confirmados de dengue. O médico afirmou que tem notado esse aumento significativo da doença em seus atendimentos. “No Paraná, já temos o dobro de casos de dengue se compararmos com o surto de 2015/2016. A dengue começa como o Coronavírus, com um quadro de febre e dor no corpo, ainda temos casos de dengue hemorrágica. A minha preocupação é que as pessoas que já tiveram dengue, estão pegando pela segunda ou terceira vez, tendo um risco maior de desenvolver a dengue hemorrágica”, explicou o médico.

Ao contrário da Covid-19, na qual o inimigo é invisível, na dengue o inimigo é o Aedes aegypti, que pode ser combatido evitando a sua proliferação, o que pode ser realizado pela população através da limpeza dos quintais, calhas e outros objetos que possam acumular água. 

“Tenho atendido algumas pessoas que estão com dengue e que estão em quarentena, ou seja, não têm saído de casa. O mosquito transmissor tem hábitos diurnos, que é quando as casas estão abertas para arejar melhor. Tomem cuidado com o quintal, alertem o vizinho, a secretaria de saúde caso percebam que haja foco de dengue. Uma pessoa pode pegar até quatro vezes dengue. A taxa de proteção da vacina gira em torno de 82% e 95% de proteção nos casos de dengue grave, mas é indicada somente para quem já teve a doença”, enfatizou Dr. Zattar.