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Coronavírus

Fiocruz reforça a importância do uso de máscaras para evitar transmissão da doença

Pesquisa analisou 45 máscaras, entre 28 usadas por pacientes com infecção

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Durante a última semana, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trouxe mais uma confirmação do quanto a máscara e sua importância na prevenção ao Coronavírus. Segundo estudo científico feito com diferentes tipos de máscaras, ficou comprovada a eficácia delas para evitar com que pessoas infectadas com o Sars-CoV-2 transmitam a Covid-19 a outros pacientes. Máscaras cirúrgicas, de pano, bem como de duas ou três camadas, são eficazes no bloqueio viral ao serem usadas por duas ou três horas, conforme limite de tempo de utilização informado pelos órgãos científicos desde o início da pandemia. 

“Análises com esses itens de proteção usados por pessoas infectadas identificaram a presença do patógeno apenas na parte interna, sugerindo bloqueio da transmissão. O resultado foi verificado tanto nas máscaras cirúrgicas como nos modelos de pano com duas ou três camadas”, ressalta a assessoria. A Fiocruz observou a utilização de máscara de pano para o público geral, conforme recomendação do Ministério da Saúde, bem como a recente orientação para exigência de utilização de máscaras PFF2 e cirúrgicas. O estudo da Fiocruz analisou máscaras que são usadas no contexto real da sociedade, garantindo um resultado para diferentes tipos desses itens de proteção.

“Analisamos máscaras usadas pelos pacientes por duas a três horas, nas condições da vida real. Em todos os casos, a camada externa foi negativa para o Sars-CoV-2, indicando bloqueio da passagem do vírus”, explica o doutorando do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e primeiro autor do artigo, Vinicius Mello.

Estudo reforça importância da máscara

“Esse resultado reforça a importância do uso da máscara. Seja cirúrgica ou de pano, ela vai contribuir para impedir que uma pessoa infectada contamine outras pessoas ou o ambiente”, afirma a chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC e uma das coordenadoras da pesquisa, Elba Lemos.

O entendimento é reforçado por Marco Horta, coordenador da Plataforma de Nível de Biossegurança 3 do IOC e um dos coordenadores do estudo, que levou em consideração no estudo a realidade social e econômica do povo brasileiro para aquisição desses itens. “As máscaras de pano têm menor capacidade de filtragem e não têm a certificação das máscaras cirúrgicas. Mas em países como o Brasil, onde muitas pessoas não têm condições de comprar máscaras, é importante observar o potencial desses acessórios”, completa.

Metodologia

Segundo a fundação, a pesquisa analisou 45 máscaras, entre elas 28 usadas por pacientes com infecção confirmada pelo Sars-CoV-2. “Entre estas, 30 eram compostas de tecido, com duas ou três camadas, e 15, cirúrgicas. Os pesquisadores recortaram fragmentos próximos do nariz e da boca, assim como das laterais da máscara, separando a camada interna e externa. Os fragmentos foram mergulhados em uma solução, que posteriormente foi processada para detecção do vírus, de forma semelhante ao procedimento de diagnóstico da Covid-19. A carga viral encontrada foi comparada ainda com a detectada em amostras da nasofaringe dos pacientes, obtidas com a introdução de um cotonete especial no nariz, chamado de swab”, completa a assessoria.

“Os testes apontaram a presença do vírus apenas na camada interna das máscaras, com carga viral reduzida em relação à identificada na nasofaringe. Segundo os cientistas, essa redução era um resultado esperado, uma vez que o swab recolhe a amostra no fundo do nariz, em um dos centros de replicação do coronavírus, enquanto as máscaras acumulam as partículas virais eliminadas pelo paciente, que sofrem degradação naturalmente após serem depositadas no tecido”, informa a Fiocruz.

De acordo com a entidade, com relação às máscaras de pano, foram analisados os modelos de algodão, com duas ou três camadas. O estudo aponta características que podem colaborar na proteção propiciada pelo item. “Diversos dados indicam que a presença de múltiplas camadas na máscara é um fator importante para a proteção, assim como a porosidade do tecido, que não pode ser excessiva”, observa a analista da Central Analítica Covid-19 do IOC e uma das autoras do estudo, Andreza Salvio. 

“Além disso, é fundamental perceber que a máscara é só uma entre diversas medidas que devem ser adotadas para conter a disseminação da Covid-19, ao lado, por exemplo, do distanciamento social e da vacinação”, finaliza Andreza Salvio. 

“No IOC/Fiocruz, participaram da pesquisa: os Laboratórios de Hepatites Virais, de Flavivírus e de Hantaviroses e Rickettsioses, além da Plataforma de Nível de Biossegurança 3 e da Central Analítica da Covid-19. O trabalho foi financiado pelo Programa Inova Fiocruz e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e apoio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). O estudo contou com colaboração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e do Instituto Benjamin Constant”, finaliza a Fiocruz.

Com informações da Fiocruz

Foto: Freepik/Ilustração

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