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Coronavírus

Covid-19 é a segunda maior causa de morte de crianças no Brasil, aponta Butantan

Instituto explica dado alarmante do Ministério da Saúde e reforça importância da vacinação infantil

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Foto: Instituto Butantan/Divulgação

Na quinta-feira, 20, o Instituto Butantan emitiu comunicado destacando que a Covid-19 é a segunda maior causa de morte de crianças no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), atrás apenas de acidentes de trânsito. Até agora, o Coronavírus já causou o óbito de 1.449 meninos e meninas com idade entre 0 a 11 anos no Brasil, bem como ocasionou mais de 2,4 mil casos de Síndrome Inflamatória Multissitêmica Pediátrica (SIM-P), que é associada à Covid-19. Os dados foram colhidos desde o início da pandemia e, segundo o Butantan, mostram que a doença pode sim causar efeitos graves e mortes no público infantil, algo que reforça a importância da vacinação infantil contra a Covid-19 para salvar vidas. 

“As crianças, assim como os adultos, também podem ser infectadas pelo SARS-CoV-2, desenvolver Covid-19, transmitir o vírus para outras pessoas e morrer”, afirma o instituto. Defendendo a vacinação infantil, o Butantan, que produz a vacina CoronaVac, destacou que a decisão da aprovação do imunizante pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em crianças e adolescentes de seis a 17 anos com o imunizante em questão, é algo importante e essencial na luta contra a pandemia e pela vida.

CoronaVac e uso infantil do vírus inativado já tradicional

“A autorização para uso emergencial da vacina no público pediátrico se deve a diversos fatores: a vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac tem um altíssimo perfil de segurança, sendo, dentre os imunizantes disponíveis, o que causa menos e mais leves efeitos adversos”, ressalta o Butantan.

Segundo a entidade científica, a CoronaVac é feita com a tecnologia de vírus inativado, que é “uma das mais tradicionais e estudadas, usada em diversas outras vacinas para crianças”. “Além disso, os ensaios clínicos e os dados de efetividade do uso da CoronaVac no mundo real no Chile e na China já mostraram que a vacina é imunogênica, ou seja, estimula o sistema imune a combater o vírus”, complementa.

Conter transmissão e surgimento de novas variantes

“Essas vacinas contém um vírus ‘morto’, que não é capaz de causar doença, mas induz a resposta imunológica. Vacinar crianças é proteger os mais vulneráveis. Com a imunização dos adultos, as crianças se tornam a população mais suscetível à Covid-19. Além de estarem mais expostas, elas passam a ser vetores da transmissão”, afirma o Instituto Butantan.

De acordo com a assessoria, quanto mais o vírus se espalha, mesmo que sejam em casos leves, “maior a chance de surgirem novas variantes”, observa, ressaltando a importância da imunização pediátrica para conter o surgimento de novas cepas da Covid-19. “A dose da CoronaVac aplicada nas crianças é a mesma aplicada nos adultos, com o mesmo intervalo, preferencialmente de 21 a 28 dias”, afirma a entidade.

O Butantan ainda ressalta que China, Hong Kong, Camboja, Indonésia, Chile, Equador, Colômbia e El Salvador já utilizaram a CoronaVac para a vacinação de crianças e adolescentes contra o Coronavírus. “Só na China, mais de 140 milhões de crianças de três a 11 anos já receberam a CoronaVac”, finaliza o instituto.

Com informações do Instituto Butantan