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Coronavírus

Aumento de casos da SRAG gera alerta quanto à pandemia

Crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foi alertado pela Fiocruz

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu uma nova edição do Boletim InfoGripe apontando o crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Paraná e em todo o Brasil, interrompendo índices de queda, algo que pode indicar uma possível retomada do aumento de casos da Covid-19. A SRAG  é causada por infecções nos pulmões ocasionada por microorganismos, bactérias, fungos e vírus, entre eles o Coronavírus, sendo que o indicativo de crescimento atualmente está atrelado à pandemia. A Semana Epidemiológica (SE) analisada foi entre 8 a 14 de agosto, tendo por base o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

“O estudo aponta que quatro das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Apenas cinco apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo: Alagoas, Mato Grosso (que apresenta subnotificação de casos de SRAG no Sivep-Gripe em razão de sistema próprio de registro), Paraíba, Roraima e Tocantins. No caso da Paraíba, observa-se sinal de crescimento na tendência de curto prazo (últimas 3 semanas), indicando possível interrupção na tendência queda, sinal que também está presente em outros 10 estados”, informa a Fiocruz.

Segundo a fundação, entre seis capitais que apresentam tendência de crescimento a longo prazo da SRAG está Curitiba, bem como Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). “Em oito delas, foi observado sinal de queda na tendência de longo prazo: Belém (PA), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL) e Palmas (TO). Na tendência de curto prazo, apresentam crescimento Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Porto Velho (RO) e Teresina (PI)”, complementa.

“O indicador de transmissão comunitária revela que, além dos sinais claros de interrupção de queda e princípio de crescimento em diversos locais, os valores semanais continuam elevados. Todos os estados apresentam macrorregiões em nível alto ou superior, sendo que nove Estados e o Distrito Federal contam com macrorregiões em nível extremamente elevado”, informa a assessoria.

“Isso evidencia a necessidade de manutenção de medidas de mitigação da transmissão e proteção à vida”, alerta o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe. Ele também alerta a necessidade de manter cautela com relação à flexibilização das normas de distanciamento referentes à Covid-19, algo que deve ser feito enquanto a queda de casos não for mantida por tempo suficiente. 

Paraná com sinal moderado de crescimento

“O Estado do Rio de Janeiro apresenta sinal forte de crescimento (prob. > 95%) na tendência de longo prazo e de estabilidade na de curto prazo. Bahia, Paraná e Rio Grande do Norte têm sinal moderado de crescimento (prob. > 75%) no longo prazo. No Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe verificou-se estabilidade a longo prazo e sinal moderado de crescimento a curto prazo. Finalmente, na Paraíba observou-se indício de queda no longo prazo, com sinal moderado de crescimento no curto prazo”, revela a Fiocruz.

“Nos Estados em que temos sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, deve-se interpretar como sinalização de possível interrupção de queda, com tendência de crescimento a ser reavaliada nas próximas semanas”, complementa Gomes.

Curitiba com crescimento de casos

Segundo a Fiocruz, seis das 27 capitais de Estados do Brasil apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 32, são elas: Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). “Em oito capitais, observa-se sinal de queda na tendência de longo prazo: Belém (PA), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL) e Palmas (TO). Cinco capitais apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo: Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Porto Velho (RO) e Teresina (PI)”, detalha.

“Florianópolis apresenta sinal forte de crescimento na tendência de longo prazo e moderado na de curto prazo. Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo apresentam indícios moderados de crescimento a longo prazo. Além disso, Fortaleza e São Paulo apresentam também indícios fortes de crescimento na no curto prazo, enquanto as demais mostram sinal moderado de crescimento nessa tendência. Aracaju, João Pessoa, Natal, Porto Velho, e Teresina apresentam estabilidade no longo prazo, porém com sinal moderado de crescimento no curto prazo”, informa a Fiocruz.

“O que sinaliza para possível interrupção de queda, recomendando reavaliação nas próximas semanas quanto à possibilidade de retomada do crescimento”, aponta o pesquisador. Segundo a fundação, a atualização aponta que oito capitais apontam para estabilização a longo e curto prazo, algo que indica interrupção da tendência de queda ou manutenção de platô. Entre elas, constam Belo Horizonte (MG), plano piloto de Brasília e arredores (DF), Manaus (AM), Recife (PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA), São Luís (MA) e Vitória (ES).

Transmissão comunitária alta 

Segundo a Fiocruz, Curitiba, junto com Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo, apresentam indicador de transmissão comunitária extremamente alto.  “Das 27 capitais, 15 integram macrorregiões de saúde em nível alto (Aracaju, Belém, Boa Vista, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, Salvador, São Luís, e Vitória) e cinco em nível muito alto (Florianópolis, Macapá, Porto Alegre, Recife, e Teresina)”, complementa a assessoria.

“Tal situação manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, caso não haja nova mobilização por parte das autoridades e população locais”, finaliza o pesquisador da Fiocruz.

Com informações da Fiocruz

Foto: Divulgação/Fiocruz

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