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Coronavírus

80% dos pais do Brasil pretendem vacinar filhos contra a Covid-19, aponta Fiocruz

Já os pais hesitantes subestimam a gravidade da pandemia

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Foto: Gilson Abreu/AEN

Na terça-feira, 18, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou resultado do estudo VacinaKids, realizado, entre 17/11 e 14/12/2021, pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), onde foi apontado que cerca de 80% dos pais brasileiros querem vacinar os seus filhos contra a Covid-19. O estudo científico feito em questionário on-line junto a responsáveis pelas crianças de todas as regiões do País, apontou também os principais motivos relatados pelos pais hesitantes para a não-vacinação, constando, entre eles, subestimar a gravidade da pandemia, temer possíveis reações adversas do imunizante e acreditar que quem já contraiu o Coronavírus não precisa se vacinar para estar protegido. 

“O questionário on-line teve como objetivo avaliar a intenção de pais ou responsáveis por crianças e adolescentes em vaciná-los para a prevenção da Covid-19, a fim de compreender o posicionamento e motivações que permeiam essa tomada de decisão. A pesquisa contou com 15.297 participantes de todo o Brasil: foram cerca de 70,55% da região Sudeste, 11,13% da região Sul, 8,27% da região Nordeste, 7,6% da região Centro-Oeste e 2,4% da região Norte”, informa a Fiocruz.

Hesitação em vacinar

Segundo a fundação, a pesquisa aponta hesitação em vacinar de 16,4% de pais de crianças entre 0 e 4 anos, 14,9% de pais de adolescentes e 12,8% de pais de crianças entre 5 e 11 anos. “Trazer a vacinação desse grupo contra a Covid-19 é uma oportunidade para conter o vírus, fortalecer a imunidade de rebanho, aumentar a segurança do retorno escolar presencial e, o mais importante, proteger as crianças e adolescentes”, explica a coordenadora do estudo, a pediatra e pesquisadora clínica do IFF/Fiocruz, Daniella Moore.

De acordo com a assessoria, os pais que não querem vacinar suas crianças são minoria no Brasil. Os hesitantes possuem algumas crenças e pensamentos para definir a hesitação, entre eles medo de reações adversas à vacina, desdém à gravidade da pandemia, bem como crença de quem teve o Coronavírus não precisa se vacinar. Além disso, eles discordam que o imunizante tornaria o retorno às escolas mais seguro, acreditando que a “imunidade natural é uma opção melhor de proteção do que a vacina”, completa.

Para os hesitantes, a vacina precisa de mais tempo para ser segura, mesmo com o quadro de pandemia no mundo todo. Os pais que não querem vacinar acreditam que crianças e adolescentes “não têm nenhuma chance de ficar grave se contrair a Covid-19″, preferindo utilizar “produtos naturais para aumentar a imunidade do que vacinar”. Por fim, há a crença, sem base científica, de que a vacinação poderia ter efeitos adversos a longo prazo, bem como de que os imunizantes seriam mais seguros para adultos do que crianças, mesmo com a fabricação de doses pediátricas destinadas a este público infantil.

Com informações da Fiocruz