Diante do aumento da utilização das conhecidas “canetas emagrecedoras”, a Prefeitura de Paranaguá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), emitiu, na terça-feira, 7, um alerta à população sobre os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos, especialmente de produtos à base de tirzepatida e outras substâncias adquiridas fora dos canais regulares de comercialização. A Semsa destacou que reafirma o seu compromisso com a proteção da saúde pública e orienta a população a buscar sempre atendimento regular.
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O secretário municipal de Saúde, Daniel Fangueiro, reforça que a população deve estar atenta e evitar a aquisição de medicamentos por vias irregulares. “Em caso de conhecimento de venda clandestina, importação irregular, distribuição informal ou qualquer outra prática sanitariamente irregular, a orientação é que a denúncia seja encaminhada à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde”, orienta Fangueiro.
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem reforçado medidas de fiscalização e apreensão de produtos irregulares, incluindo lotes de tirzepatida sem regularidade sanitária, além de alertar para a circulação de medicamentos sem registro e de origem duvidosa, bem como também tem apontado irregularidades em estabelecimentos que manipulam ou distribuem essas substâncias em desacordo com as normas sanitárias.
“É fundamental esclarecer que a venda e a comercialização clandestina desses produtos, inclusive por meios informais, redes sociais ou consultórios sem observância das exigências legais, configuram grave irregularidade sanitária”, ressaltou a Prefeitura de Paranaguá.



Fotos: Prefeitura de Paranaguá
Registro
Conforme informou a Anvisa, a importação de medicamentos para uso pessoal possui regras específicas e excepcionais, mas o comércio e a revenda de produtos sem regularização sanitária não são permitidos. O órgão destacou ainda que ainda medicamentos sem registro no Brasil somente podem ingressar ao país em hipóteses restritas, para uso exclusivamente pessoal e mediante cumprimento dos requisitos aplicáveis.
“O risco à saúde é elevado. Quando o produto é adquirido no comércio ilegal, não há garantia quanto à sua origem, autenticidade, composição, armazenamento ou transporte. Isso significa que o consumidor pode estar diante de produto falsificado, contaminado, degradado ou sem qualquer controle efetivo de qualidade. No caso dessas substâncias, o transporte e a conservação inadequados, especialmente sem controle de temperatura, podem comprometer a estabilidade do medicamento e ampliar os riscos de danos à saúde”, disse.
“Além disso, o uso dessas substâncias sem acompanhamento adequado de profissionais habilitados compromete a segurança e a própria eficácia do tratamento. O alcance de resultados consistentes e seguros depende de avaliação clínica individualizada, acompanhamento médico, orientação nutricional, suporte de educação física e inserção do paciente em programa responsável de reeducação alimentar e cuidado contínuo”, frisou a Prefeitura de Paranaguá.
Automedicação
A Semsa explicou ainda que a automedicação, o uso por indicação informal e a busca por resultados rápidos sem supervisão técnica podem levar a complicações severas. “O emprego inadequado dessas substâncias pode agravar condições pré-existentes, provocar efeitos adversos importantes e expor o paciente a situações graves, inclusive com risco de óbito”, concluiu o órgão de saúde municipal.
Com informações da Prefeitura de Paranaguá





