As gestantes residentes em comunidades marítimas como a de São Miguel, atendidas pela Prefeitura de Paranaguá, através da Secretaria Municipal de Saúde por meio da equipe de comunidades marítimas, participaram na manhã desta terça-feira, 16, na Unidade de Saúde Gabriel de Lara, da ação “Cegonha Country”. A iniciativa contou com música de festa junina, guloseimas, além de atendimento médico, de enfermagem, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, odontologia, vacinação, acompanhamento de diabetes e hipertensão, além de orientações veterinárias para aquelas que possuem pets ou convivem com animais na sua região.
O Projeto Cegonha é uma iniciativa da Secretaria de Saúde que acompanha mulheres desde a gravidez até os primeiros anos de vida dos bebês. O projeto oferece orientações, atividades físicas, troca de experiências e fortalecimento dos vínculos familiares, buscando garantir um acompanhamento integral durante a gestação.
A programação especial foi realizada em clima de confraternização junina e reuniu profissionais de saúde e futuras mães em um ambiente preparado para oferecer acolhimento e atendimento humanizado.
A psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde, Jéssica Teixeira, destaca que momentos festivos também são oportunidades para fortalecer as ações de promoção à saúde. “É um momento de festa e, nesses momentos, a Secretaria de Saúde sempre aproveita para atingir os nossos objetivos, que é cuidar das gestantes. Então, por meio do Projeto Cegonha, foi realizado esse encontro para trabalhar com ações voltadas às gestantes do projeto”, explica.

Acompanhamento e cuidados contínuos
Segundo a psicóloga, o acompanhamento durante a gravidez vai além dos cuidados físicos. “Todo o cuidado com a gestante é muito importante. Não cuidar só das questões físicas, mas emocionais também. Juntamente com o Projeto Cegonha, nós temos a eMulti, equipe multiprofissional, onde vários profissionais atuam, cada um na sua área. Um deles é o psicólogo, que faz o cuidado da saúde mental das gestantes através de grupos de apoio e nesses eventos sempre temos também, atividades voltadas à saúde mental das gestantes”, observa Jéssica Teixeira, que ressalta ainda a atuação da equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde, que trabalha em conjunto com as equipes da Estratégia Saúde da Família.
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A enfermeira das Comunidades Marítimas, Viviane Malaquias Fogaça, destaca que o evento teve como objetivo proporcionar um atendimento diferenciado às gestantes. “Hoje, na nossa unidade, organizamos o segundo Country para gestantes com a intenção de fazer um atendimento organizado e diferenciado, para que elas tenham um atendimento com qualidade e diversidade, além de proporcionar um ambiente agradável a elas”, afirma.
Bebê chegando
Durante a ação, uma situação especial chamou a atenção da equipe. Uma das gestantes participantes do evento precisou ser encaminhada para o nascimento do bebê. “Hoje já encaminhamos a Sueli para trazer o nosso Yuri. Por pouco não nasce aqui”, conta a enfermeira.
Viviane destaca que todas as atividades desenvolvidas buscam melhorar a qualidade de vida das participantes. “Todas as atividades que a gente faz são voltadas para isso: qualidade, diversidade e para atrair elas, para que se sintam humanizadas mesmo”, ressalta.

Realidade das comunidades marítimas
A agente comunitária de saúde (ACS) Dariele Xavier Oliveira, que atua na Ilha de São Miguel, reforça as particularidades do atendimento realizado nas comunidades marítimas. “É um pouquinho diferente por se tratar de uma comunidade marítima. Fazemos sempre o possível para ajudar cada uma delas, todos os pacientes, não só as gestantes, mas também idosos e crianças”, comenta.
Segundo a ACS, são aproximadamente 180 pacientes na Ilha de São Miguel. “Eu moro lá, resido lá e faço meu trabalho lá. A gente vem para Paranaguá quando tem reunião ou algum evento”, relata. Dariele Xavier Oliveira afirma ter encontrado sua vocação no trabalho desenvolvido junto à comunidade. “É meu primeiro emprego. Eu não esperava trabalhar na área da saúde, me apaixonei pela área. Não é só trabalho, eu gosto muito do que faço hoje”, frisa.
A agente de saúde também ressalta o vínculo criado entre os moradores e as equipes de saúde. “É só falar que o doutor vem que o pessoal já está lá todo animado, esperando. Para eles é o dia que largam tudo o que têm para fazer para realmente serem atendidos”, comenta.
Gestante aprova iniciativa
Entre as participantes estava Lavinya Rodrigues Lacerda, moradora da Comunidade de São Miguel e gestante de 19 semanas do primeiro filho. Ela diz se sentir acolhida durante o acompanhamento realizado pelas equipes das comunidades marítimas. “Muito bem. São todos bem acolhedores”, afirma.
Vivendo pela primeira vez a experiência da maternidade, Lavinya destaca a importância das orientações recebidas. “Aprendi bastante. Tudo é muito novo ainda, então essas instruções são sempre importantes”, comenta a jovem que participou do evento acompanhada do marido e elogiou a iniciativa.





