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Ciência e Saúde

Paciente relata a descoberta e a luta contra o câncer

Silmara conta como tem enfrentado a doença com otimismo e esperança

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câncer

A ajudante de cozinha, Silmara Otunes Jaques, de 42 anos, descobriu o câncer de mama ao trocar de blusa. Uma atitude simples do dia a dia, somada à conscientização sobre a doença, fez com que ela suspeitasse e procurasse ajuda médica de imediato. Após o diagnóstico positivo de um tumor maligno, ela hoje está em tratamento, realiza as sessões de quimioterapia e é uma das mulheres assistidas pelo Instituto Peito Aberto, em Paranaguá.

“Senti um caroço no meu seio do lado direito e logo percebi que não era normal. Isso foi em um domingo. Na segunda-feira, já fui ao posto de saúde, consultei, pedi os exames e o médico me enviou para Curitiba. A médica me falou que realmente havia um nódulo, mas que não podia dar uma resposta sem a biópsia. Na semana seguinte, fiz a biópsia e em menos de um mês, eu estava com todos os exames, de sangue, tomografia etc.”, relatou Silmara.

Diagnóstico

O diagnóstico de câncer de mama veio no dia 31 de julho, durante uma consulta. “No fundo, eu já sabia que aquele caroço não era normal.  Ela me passou que eu iria passar por quimioterapia, radioterapias e cirurgias. O tratamento começou com quatro sessões de quimioterapia vermelha, que é mais forte, mas também mais agressiva contra o câncer. Como meu cabelo era muito longo, a médica falou para eu ir cortando aos poucos e não tudo de imediato para não me impactar. Depois da segunda sessão meu cabelo caiu muito, pedi para um amigo cortar bem baixinho. Cinco dias depois começou a criar falhas e pedi para o meu marido passar a máquina”, contou Silmara.

Agora, ela passa pelo segundo ciclo de quimioterapias.

“São 12 sessões da branca, uma por semana. Graças a Deus meu tumor diminuiu, quando a médica conseguiu medir estava com seis centímetros, agora ele está com três. Em novembro, tenho uma nova consulta com a oncologista que vai dizer se vou fazer cirurgia”, disse Silmara.

Novo olhar para a vida

Segundo ela, a doença mudou sua forma de ver a vida. A gente dá mais valor. Eu quero viver. Antes, a gente via as campanhas contra o câncer de mama na TV e não dava muita importância, pois quem não tem não dá a importância devida. Mas quem tem os seus familiares enfrentando essa luta começa a prestar mais atenção sobre a conscientização. Acho muito importantes as palestras nas empresas, nos hospitais, para que possamos enfrentar isso juntas”, afirmou Silmara.

Apoio do Instituto Peito Aberto

“Não tenho palavras para descrever a ajuda do Instituto Peito Aberto”, afirmou Silmara, na foto, ao lado das voluntárias da instituição

Para Silmara, o apoio veio de todos os cantos: familiares, amigos, marido, filhos, netos e do Instituto Peito Aberto, que ofereceu ajuda emocional para enfrentar este momento. “Não tenho palavras para descrever a ajuda do Instituto Peito Aberto. As meninas me acolheram muito bem, me apoiaram, conversaram, para mim foi muito importante para manter o meu psicológico bem, porque, caso contrário, o tratamento não adianta. A gente tem que aceitar a doença. Estou participando da campanha Outubro Rosa, fizemos fotos e vídeos, fomos convidadas para participar em Curitiba também”, contou Silmara sobre a sua participação em ações da campanha Outubro Rosa.

Agora, Silmara olha para o futuro com o amparo de mulheres que também foram diagnosticadas com o câncer de mama. “A gente passa a ver com outros olhos. O cabelo cresce, vai vir bonito e saudável, o importante é nossa saúde, é ter apoio dos familiares, do meu marido, que é também meu amigo, dos meus filhos, netos, meus amigos. É isso que dá força para continuar na luta, porque não é fácil. Há momentos ruins, mas também muitos momentos bons, quando encontramos pessoas que entendem o que você está passando. Criamos um grupo de químio e conversamos todos os dias, quando uma está mal a outra levanta, e assim vamos em frente”, declarou Silmara.

Foto: Divulgação Instituto Peito Aberto

Ela finaliza seu relato deixando uma mensagem para as mulheres. “Faço meu apelo para que as mulheres façam o autoexame e, se identificarem algo incomum, corram para o médico. O câncer de mama tem cura, não tenha medo do diagnóstico. Eu estou lutando, tem um monte de mulheres lutando, e o negócio é não fechar os olhos. Tenham força e fé”, concluiu Silmara.