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Ciência e Saúde

Oftalmologistas falam sobre a conjuntivite e o estrabismo

Neste espaço do Momento Saúde Unimed Paranaguá, Dra. Virginia Soranço Buzelin, fala da conjuntivite. Já o Dr. Eugênio Modelli Neto explica o estrabismo.

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Oftalmologistas falam sobre a conjuntivite e o estrabismo

Neste espaço do Momento Saúde Unimed Paranaguá, Dra. Virginia Soranço Buzelin, fala da conjuntivite, seus tipos, sintomas, período de duração e deixa algumas recomendações para preveni-la. Já o Dr. Eugênio Modelli Neto explica o estrabismo, seus tipos, os sintomas e como se prevenir. Confira:

Dra. Virginia Soranço Buzelin, médica, formada em 1991 pela Faculdade de Medicina de Teresópolis, realizando a seguir pós-graduação em Oftalmologia. Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Médica cooperada da Unimed Paranaguá desde 1998, fundando a Santiago Clínica em 2001, onde funciona desde então o Instituto de Oftalmologia, sempre buscando oferecer um atendimento de excelência

O que é conjuntivite?

Dra. Virginia: Conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva: membrana mucosa que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Têm a função de defesa, porém apesar de todos os mecanismos de proteção do olho, este é bem exposto a agentes nocivos externos: físicos (radiações) químicos (gases, líquidos) e biológicos (bactérias, fungos, vírus) pode afetar um ou ambos os olhos.

Quais são os tipos de conjuntivite?

Dra. Virginia: As conjuntivites podem ser de origem infecciosa e não infecciosa. As infecciosas são transmissíveis, causadas por bactérias, vírus ou fungos. Já as não infecciosas podem ser: alérgica (poeira, pólen, pelos ou outros alérgenos); química (substâncias irritantes como poluição e o cloro das piscinas); física (radiações) e traumática (devido a algum acidente local).

Quais são os sintomas da conjuntivite?

Dra. Virginia: Variam de acordo com o tipo de conjuntivite, porém, a vermelhidão nos olhos e a sensação de areia são sintomas de todas as conjuntivites. Além disso, podemos citar algumas características específicas de cada tipo de conjuntivite: conjuntivite viral: sensibilidade à luz (fotofobia); conjuntivite bacteriana: secreção purulenta; conjuntivite alérgica: coceira (prurido) ocular e inchaço das pálpebras e, muitas vezes, também da conjuntiva. Nas conjuntivites químicas ou traumáticas, associa-se dor aos sintomas.

Qual o período de duração da conjuntivite?

Dra. Virginia: O curso de uma conjuntivite é muito variável, dependendo do agente causal e do tratamento instituído. As conjuntivites bacterianas tendem a ser resolvidas dentro da primeira semana. A conjuntivite viral tem um período aproximado de 15 dias. O tempo da conjuntivite alérgica varia de acordo com o sistema imunológico de cada pessoa, podendo se tornar crônica se o indivíduo não se afastar das substâncias que lhe causem alergia.

Como acontece a transmissão da conjuntivite?

Dra. Virginia: Nas conjuntivites infecciosas, o contágio é alto, ao contrário das não infecciosas, que não são transmitidas de um indivíduo a outro. A transmissão dá-se pelo contato direto ou indireto com as secreções dos olhos infectados, de um olho para o outro pelo simples ato de coçá-los, além do uso comum de toalhas, lenços, e em ambientes de aglomeração como por exemplo nas piscinas.

O que fazer para evitar o contágio quando uma pessoa próxima está com conjuntivite infecciosa?

Dra. Virginia: Lavar as mãos frequentemente, separar objetos de uso pessoal como toalhas e sabonetes, evitar contatos diretos, manter o ambiente arejado.

Quais as recomendações gerais para as pessoas com conjuntivite?

Dra. Virginia: Não coçar os olhos, pois o atrito das mãos contra os olhos agrava o processo inflamatório. Além disso, esse contato propicia a contaminação de outras pessoas; quando necessário, retirar as secreções oculares com lenço de papel, descartável. Lenços de pano favorecem a contaminação; fazer compressas frias nos olhos. A diminuição da temperatura local tem efeito vasoconstritor e analgésico, melhorando a vermelhidão e o ardor; usar óculos escuros, pois minimiza a aversão à luz (fotofobia); caso as pálpebras estejam aderidas pela manhã, lavá-las com soro fisiológico ou água filtrada; usar regularmente, e de modo correto a medicação prescrita. Deve ser dada atenção especial ao uso dos colírios, utilizando-se a técnica adequada: Olhar para cima, instilar uma gota na conjuntiva, fechar os olhos por alguns minutos, sem apertá-los, aumentando assim a absorção ocular do medicamento.

Quais as recomendações para prevenir a conjuntivite?

Dra. Virginia: O globo ocular é um órgão exposto aos agentes externos. Por isso a importância de sempre cuidar do meio ambiente em que vivemos, além de manter hábitos saudáveis como dormir e se alimentar bem, para que haja o bom funcionamento do sistema imunológico. Não fazer uso de automedicação uma vez que o tratamento é variável de acordo com a causa da conjuntivite, sendo sempre importante o exame oftalmológico.   

  

ESTRABISMO

Dr. Eugênio Modelli Neto é médico oftalmologista formado há 45 anos pela Universidade Federal do Paraná

O que causa o Estrabismo?

Dr. Eugênio: Estrabismo é a falta de paralelismo entre os eixos oculares, seria o que o povo chama de “olho vesgo”. O estrabismo pode ser congênito (quando já nasce com ele), ou adquirido (estrabismo paralítico).

Quais os tipos de Estrabismo?

Dr. Eugênio: Os principais tipos de estrabismo são: Convergente: quando desvia para dentro; Divergente: quando desvia para fora; Oblíquo: quando se desvia para cima ou para baixo. Ele compromete os músculos reto medial, reto lateral, superior, inferior e oblíquo.

Quais os sintomas do Estrabismo e como se prevenir?

Dr. Eugênio: Além do desvio ocular, o estrabismo provoca redução da acuidade visual, necessitando um tratamento mais precoce possível, para evitar perda da visão, tornando olho amblíope.

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