Cidadania

Família pede por mais terapias para crianças com TEA em Paranaguá

Secretaria Municipal de Inclusão faz esclarecimentos sobre a atual situação

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Os acompanhamentos são diversos e variam de acordo com a necessidade de cada criança

Com a implantação da Secretaria Municipal de Inclusão em Paranaguá em 2023, as crianças diagnosticadas com Transtorno de Espectro Autista (TEA) passaram a ser atendidas com terapias. No entanto, algumas famílias que já estavam habituadas com os atendimentos, se depararam, neste ano, com a diminuição e mesmo a ausência de algumas dessas terapias.

Os acompanhamentos são diversos e variam de acordo com a necessidade de cada criança. Geralmente, as mais indicadas pelos médicos são as terapias realizadas com fonoaudiólogos, psicólogos (psicoterapia) e terapeutas ocupacionais.

Damiana Soares de Lima, moradora no Jardim Iguaçu, é mãe de duas crianças diagnosticadas com TEA: David, de seis anos, e Dafne, de três. 

“O David está pela Secretaria de Inclusão. Mas, desde o ano passado, a única terapia que está fazendo é com a psicopedagoga, para as demais está na fila de espera. O problema é que ele está regredindo devido à falta de terapia, precisa de psicólogo, terapia ocupacional, fonoaudiólogo, e aumentar as sessões de psicopedagoga para trabalhar a parte motora, que tem muitas dificuldades”, relatou Damiana.

Ela complementa dizendo que pediu uma professora de apoio para o filho devido às necessidades do aluno em sala de aula. “Na última reunião que tive na Secretaria de Inclusão me falaram que, devido à situação do David, a mesma será resolvida. Já tive uma posição quanto às terapias”, acrescentou a mãe.

Já com relação a filha Dafne, a família recebeu o diagnóstico no último dia 12 de maio.

“Como mãe, estou psicologicamente cansada, e a impressão é que em todos os lugares que vou nada é resolvido, preciso das terapias deles porque não tenho condições de fazer no particular, são dois e as terapias são muito caras”, declarou Damiana.

Secretaria de Inclusão explica a situação em Paranaguá

A secretária municipal de Inclusão, Isabelle Dias, afirmou que as terapias estão acontecendo no município, com ausência apenas da Terapia Ocupacional, que não é ofertada.

“O que ocorreu foi que uma terapeuta ocupacional e duas fonoaudiólogas retornaram para a Secretaria de Saúde e uma terapeuta ocupacional se aposentou, a fonoaudióloga que retornou para a saúde também está em processo de aposentadoria, e duas psicólogas foram desligadas no final de 2024”, declarou Isabelle.

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Secretária afirmou que a equipe conta com uma assistente social, uma fonoaudióloga e uma psicóloga

O CMAE (Centro Municipal de Avaliação Especializada), que atua no diagnóstico das crianças que apresentam dificuldade na escola, também está em funcionamento, de acordo com a secretária. “O CMAE está funcionando normalmente e, inclusive, iniciou uma equipe de avaliação kids para atendimento às crianças menores. Ainda temos fila de espera, pois a entrada de solicitações é diária. À medida que as vagas vão surgindo, os pais são contatados pela equipe”, disse Isabelle.

Ela afirmou, ainda, que a equipe da Secretaria de Inclusão conta com uma assistente social, uma fonoaudióloga e uma psicóloga, além do atendimento de ensino estruturado, psicopedagogia, estimulação precoce, estimulação visual, atendimento de dislexia e TDAH, equoterapia e as oficinas especializadas de musicalização, teatro, artes manuais, futebol, jiu-jitsu e a capoeira, nas quais iniciamos as inscrições”, afirmou Isabelle.


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Gabriela Perecin

Jornalista graduada pela Fema (Fundação Educacional do Município de Assis/SP), desde 2010. Possui especialização em Comunicação Organizacional pela PUC-PR. Atuou com Assessoria de Comunicação no terceiro setor e em jornal impresso e on-line. Interessada em desenvolver reportagens nas áreas de educação, saúde, meio ambiente, inclusão, turismo e outros. Tem como foco o jornalismo humanizado.

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