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Editorial

Entrega legal evita o abandono e a morte de recém-nascidos

Vários fatores podem justificar a entrega legal de um recém-nascido à Justiça e que podem ser compreendidos pelos cidadãos

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Vários fatores podem justificar a entrega legal de um recém-nascido à Justiça e que podem ser compreendidos pelos cidadãos. No entanto, não há justificativas que expliquem o abandono de um bebê no lixo ou em outros locais insalubres sem os cuidados que estes menores necessitam. Infelizmente, os moradores em Paranaguá entraram em choque na manhã de quarta-feira, 20, ao se depararem com a triste notícia de abandono de um recém-nascido em meio ao lixo no bairro Porto dos Padres.

As cenas chocam e revelam uma problemática que não é tratada como tal pela população. Este crime poderia ter sido evitado, preservando a vida da criança, se as pessoas tivessem mais conhecimento sobre a “entrega legal”, um termo utilizado pela Justiça que dá a possibilidade de gestantes que não tenham condições de criar seus filhos realizarem a entrega, logo no momento do nascimento, para que a justiça tome as medidas previstas pela legislação.

Uma delas é a adoção, que como todos já sabem dão a chance a muitos casais de realizarem o sonho de terem filhos e a muitas crianças de terem uma família e poderem crescer com qualidade de vida, saúde e educação que merecem. Além de dar um final feliz a muitas crianças, a entrega legal ajuda a diminuir a fila de casais que esperam por uma criança recém-nascida para adoção.

Esta informação é imprescindível para que não seja retirado de outras crianças o seu direito à vida. A frieza e a crueldade de fatos como este, que já ocorreram em outras regiões do País em diversos momentos, revelam uma realidade que ninguém quer, uma realidade de abandono, de falta de estrutura familiar e emocional, de violência doméstica, de condições socioeconômicas insuficientes, de estupro, entre outras.

Profissionais que trabalham na área de assistência social e Justiça enfatizam que a entrega legal é um ato de amor pelo próximo. A decisão das mulheres em se separar do filho, mas permitir que ele tenha uma vida saudável e feliz, muitas vezes é amparada no reconhecimento e na aceitação da impossibilidade de criá-lo. Isso não é crime, é uma atitude digna que merece o respeito de todos.

Que a notícia que comoveu toda a população, nesta semana, possa conscientizar as pessoas e lembrar que toda criança tem direito à vida e de que nada justifica o seu abandono.

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