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Direito & Justiça

Advogados revelam suas expectativas sobre o Caso da Youtuber

Família pede que o caso seja levado a julgamento popular

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Uma audiência do Caso Isabelly aconteceu na quarta-feira, 11, pela 2.ª Vara Criminal, no Fórum de Paranaguá. Na ocasião, a mãe da youtuber, Rosania Domingos dos Santos, foi ouvida juntamente com outros integrantes que estavam no veículo, o motorista e empresário da youtuber e o filho.

Além disso, a garçonete que atendeu os irmãos Vargas na noite do ocorrido também pôde relatar os fatos. Durante seu relato, a garçonete afirmou para a juíza que atendeu Cleverson e Everton Vargas na madrugada do dia 14 de fevereiro e que serviu oito garrafas de cerveja aos irmãos.

O advogado da família da youtuber, Dr. André Tavares, comentou que a audiência foi marcada por muita emoção. “O depoimento da mãe foi o primeiro, ela não tinha olhado os assassinos da filha nos olhos até aquele dia. Relatou como foi todo o dia da Isabelly até o momento em que foi baleada e acabou vindo a falecer”, explicou.

Os próximos passos nessa marcha processual são os depoimentos das testemunhas incluídas pela defesa e acusação. Após isso, haverá o depoimento dos irmãos Vargas em Pontal do Paraná, evento que ainda não tem data marcada.

Na audiência realizada em Paranaguá, com duração de cerca de 2h30, os irmãos Vargas compareceram, mas não puderam relatar suas versões dos fatos. Isso porque a Justiça prevê o direito de eles estarem presentes nos depoimentos.

DEFESA

O advogado de defesa dos irmãos Vargas, Cláudio Dalledone, considera que o ocorrido "uma fatalidade". “Todos estão sofrendo com tudo isso, a dor da mãe por ter perdido a filha e a dor dos que estão presos por uma fatalidade. O que buscamos é tentar dinamizar o que ocorreu, ficou certo que houve uma manobra evasiva e a forma de conduzir acabou gerando essa falsa impressão de que eles estavam sofrendo um possível assalto e essa absoluta imprudência deles terem atirado”, disse Dalledone.

De acordo com ele, a conduta do motorista que dirigia o carro em que Isabelly estava foi apontada durante a audiência. “Ficou claro que o Herbert tem um perfil voltado a assustar, uma prima dele foi até lá e disse que ele apontou uma arma de fogo para ela. O filho do Herbert disse que já foi abordado por utilizar um simulacro de uma Ponto 40, foi conduzido à delegacia sem maiores consequências. Isso tudo nós pontuamos”, acrescentou Dalledone.

O objetivo do advogado de defesa agora é aguardar o fim desta fase para pedir novamente a revogação da prisão de Cleverson e Everton. “Vamos tentar uma nova revogação da prisão. Para isso é preciso encerrar a instrução processual, que são as audiências, vamos esperar os interrogatórios deles”, afirmou Dalledone.

JÚRI POPULAR

Segundo o advogado da família de Isabelly, André Tavares, a chance dos réus irem a júri popular é muito grande e, enquanto isso, os irmãos devem continuar presos. “Tudo aponta para o julgamento pela população neste caso. A assistência de acusação está realmente muito confiante em que eles sejam levados ao julgamento pelo povo. O crime foi cometido de forma fria e manter os réus presos é a medida que melhor atende à justiça no caso”, afirmou o advogado, destacando que acredita que para a primeira fase, haverá uma sentença até o mês de outubro e, na sequência, caso eles sejam encaminhados a júri, será marcada uma audiência pelo juiz de Pontal do Paraná.

FAMÍLIA PEDE JUSTIÇA

A mãe da youtuber, Rosania Domingos dos Santos, relata que foi um momento difícil encarar os irmãos pela primeira vez após a morte de Isabelly. “Eu ainda estou acreditando na justiça dos homens, é impossível que aqueles que tiraram a vida dela, inocente, fiquem impunes. Não acredito em legítima defesa. Quem vai atirar várias vezes em uma direção sem a intenção de matar? Nunca fomos ameaça, eles que foram para nós e para as famílias deles. Saíram armados com uma 380 com a família, no Carnaval, bêbados e sem estrutura emocional e responsabilidade para usar uma arma”, manifestou a mãe.

Sem poder mudar o destino de sua filha, Rosania afirmou que vai lutar por justiça. “Eu quero Justiça pela vida da Isa, quero ser o grito dela aqui, não só por ela, mas por todas as mães que perdem seus filhos de forma cruel. Quem chora hoje sou eu, o pai e irmão, somos nós. Nunca houve briga ou confusão com o nosso carro, a única arma da Isa era o microfone dela”, reforçou Rosania.

Desta forma, a mãe defende que o caso seja levado a júri popular. “Precisa ir. A justiça não pode ser falha. Se eles não pagarem por este crime cruel, vou achar que de nada adianta viver honestamente, que o crime compensa. É muita revolta, eu sou mãe só eu sei dessa dor sem nome que acabou com nossa família, que não tem segunda chance, eles mataram nós todos”, lamentou Rosania.

PRÓXIMAS AUDIÊNCIAS

Na sexta-feira, 13, uma nova audiência foi realizada em Curitiba para ouvir a delegada de Polícia Civil, Vanessa Alice; e o investigador da Polícia Civil, Reinaldo Monteiro Siloto. Ambos acompanham o caso desde a data do ocorrido e participaram da reconstituição do crime para formulação do inquérito policial.

Na segunda-feira, 16, às 17h10, uma nova audiência acontece em Curitiba na Vara de Infrações Penais contra Crianças, Adolescentes e Idosos e Infância e Juventude – Seção Criminal, para que uma testemunha da defesa seja ouvida.

No dia 23 de julho, será realizada outra audiência para ouvir um policial militar na Vara Criminal de Piraquara e, no dia 25 de julho, a última audiência dessa fase, em que será ouvido outro policial militar a pedido da defesa na Vara Criminal de Ivaiporã.

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