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Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá

500 anos da morte de Fernão de Magalhães

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O navegante português Fernão de Magalhães morreu no dia 27 de abril de 1521, há exatos 500 anos, numa batalha que ele mesmo desencadeou nas ilhas Filipinas contra uma tribo resistente. Foi o primeiro ser humano a conseguir contornar o mundo pelo mar, fato de suma importância para o desenvolvimento geopolítico e comercial das Américas e do mundo. 

O então rei da Espanha e imperador, Carlos V, contratou os serviços de Magalhães para oficialmente missionar os povos além do estreito de Gibraltar, os quais eram considerados pagãos, seguindo o combinado entre Portugal e Espanha em tratado com o Papa. As razões verdadeiras, porém, foram um pouco diferentes. 

Na grande onda do descobrimento, os poderes europeus competiram pelo comércio de produtos e bens, principalmente oriundos das Ilhas das Especiarias (hoje: Ilhas Molucas, Indonésia). O comércio de canela, cravo, noz moscada, pimenta do reino, gengibre, açafrão da terra e de outros foi dominado por Veneza, Índia e países árabes. O Tratado de Tordesilhas (1493) proibiu a via oriental aos espanhóis. Encontrar um caminho alternativo, portanto ocidental e marítimo até aquela região longínqua, poderia gerar lucros altíssimos para a coroa espanhola. 

Em 1519 (quando iniciou a viagem) o continente americano já fora descoberto e parcialmente colonizado, como o exemplo do próprio Brasil. A existência do oceano Pacífico também já fora comprovada, inclusive foi o próprio Magalhães que denominou o então Mar do Sul de Oceano Pacífico, devido à ausência de ventos na hora da sua chegada. Grandes navegadores como Colombo, Vespuccio, e outros não conseguiram encontrar as Índias por essa via (mesmo Colombo acreditando nisso, até a sua morte).

Assim, ainda existia o velho sonho de encontrar uma passagem por via ocidental, sonho este que Magalhães e os seus cinco navios, com 242 tripulantes, tentaram realizar. E conseguiram, a duras penas. Foi uma viagem de muitas perdas, aventuras, fome, doenças, motins, separação da frota e eventos inesperados. 

Ao final de 1520 encontraram a passagem no extremo sul do continente, na Terra do Fogo, Patagônia, passagem essa que hoje leva o nome de Estreito de Magalhães. É uma história muito cativante e relevante para o nosso continente, longa e detalhada demais para ser exposta aqui na íntegra, mas que merece ser lida. 

Fato é que, em 1521 a viagem acabou para o descobridor e a história toda foi levada junto com o único navio que restou, o Victoria, e escrita por Antonio Pigafetta (cronista e escritor que, às próprias custas, acompanhou a expedição). O relato de Pigafetta foi encontrado apenas por fim do século 18 em um acervo perdido e publicado pela primeira vez em 1800. 

Rainer Fabry

Pesquisador Convidado – IHGP

Para saber mais: 

Stefan Zweig, em: Obras completas de Stefan Zweig, Tomo XI, Fernão de Magalhães – os caminhos da verdade, tradução de Elias Davidovich, Editora Delta S.A., RJ, © by Editora Guanabra, Waissman, Koogan Ltd. 1956.

António Pigafetta, A Primeira Viagem em Redor do Mundo, ©1584, Antonio Pigafetta ©2020, Oficina do Livro, Portugal

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