Ela chuta,
Machuca com arrogância,
Ela se faz sentir.
Se esgueira nas dobras da alma,
Determinada abre espaço
Apunhala meu coração,
Quase perco o fôlego, suspiro…
Fecho olhos,
E a encontro nas fissuras das feridas
Que nunca cicatrizam.
Como personagem rejeitado
E nunca concluído por um autor
Que teme e estremece
Na tentativa de narrar sua trajetória.
Ela me pergunta se pode nascer,
Voltar à vida,
Na integridade de novas palavras,
Desisto!
Mesmo refutada
Eu a escuto
Em seu barulho silencioso,
Inquietante
E insolente dor!
Ela vive fluindo,
Altiva na poesia,
Em versos e prosas
Não tem compaixão
Machuca e maltrata o coração
Desta poetisa.
Autoria: Juciane Afonso
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