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Ciência e Saúde

Veículos do “fumacê” fecharão cinco ciclos em Paranaguá até janeiro

Ação precisa da ajuda dos moradores para combater o mosquito Aedes aegypti

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O mosquito Aedes aegypti continua sendo um problema para Paranaguá. Autoridades de saúde estão unindo esforços para evitar que novamente a cidade tenha um surto de dengue, mas a população não tem correspondido ao alerta, deixando de remover os objetos que são potenciais criadouros do mosquito.

Desta forma, o "fumacê", o inseticida dispersado por veículos da secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que começou a ser aplicado nesta semana, não dará conta do problema sozinho. O "fumacê" mata o mosquito adulto, por isso é preciso que os moradores colaborem de forma paralela com a eliminação de criadouros em suas residências.

“Podem ser criadouros tampinhas de garrafas, reservatórios de geladeira, calhas, plástico, garrafas, pequenos objetos. Estamos matando os mosquitos adultos e a população precisa ajudar na remoção para não criar mais mosquitos. As larvas estão nos quintais de cada um, temos que fazer nosso papel de cidadão e sermos responsáveis por isso”, enfatizou a diretora da 1.ª Regional de Saúde, Ilda Nagafuti.

A diretora explicou que cada um dos sete veículos completará cinco ciclos em todo o município. Cada ciclo corresponde a 250 quarteirões. Todo o processo deve terminar em janeiro de 2018, sendo três ciclos neste ano e o restante no próximo mês. Para ajudar na ação, o fumacê conta com 10 profissionais disponibilizados pelo Governo do Estado do Paraná e mais oito da 1.ª Regional de Saúde.

Os monitoramentos também continuam pela Regional, que tem encontrado infestação do mosquito em todas as regiões da cidade.

"Teremos logo um novo resultado e já dá para afirmar que a situação estará pior que novembro. Os mosquitos aumentaram, as pessoas não estão preocupadas em exercer o seu papel de cidadania”, disse Ilda.

INSTRUÇÕES

Para que o "fumacê" seja eficaz, os moradores precisam abrir as janelas e portas de suas residências e permanecer nos fundos das casas.

“Depois que o carro passar, as pessoas precisam lavar bem os alimentos, a louça, mas é importante abrir as portas e janelas porque os mosquitos estão dentro das casas”, garantiu Ilda.

ALTA TEMPORADA

O "fumacê" é importante neste período do ano, quando a movimentação de pessoas no litoral aumenta.

“Por enquanto não temos casos registrados em Paranaguá no último período epidemiológico, mas no Estado estão aparecendo muitos casos. O Governo do Estado disponibilizou o "fumacê" para Paranaguá para que o litoral receba nossa população de turistas e também por questões de segurança”, concluiu a diretora da 1.ª Regional de Saúde.

NÚMEROS

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela SESA na terça-feira, 12, a região do litoral está registrando risco climático alto para desenvolvimento de criadouros por Estações Meteorológicas. Nenhum município do litoral teve casos confirmados de dengue. Em outras regiões como Foz do Iguaçu, já há 30 casos autóctones, contraídos no próprio município; e Maringá já tem 90 casos registrados.

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