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Ciência e Saúde

‘FAKE NEWS’: Anvisa e médico desmentem boato sobre remédio da Venezuela com vírus no Brasil

“Médico não deve ser somente responsável pela saúde dos seus pacientes no consultório, mas também orientar a sociedade com conhecimento”, afirma João Zattar

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Dr. João Zattar destaca que notícias falsas na área de medicina são algo grave e podem custar a vida de pacientes

Recentemente, entre as várias notícias falsas que circulam diariamente nas redes sociais, principalmente no Facebook e WhatsApp, ganhou espaço uma "fake news" em torno de que um medicamento dipirona, bastante usado para dor e febre, que seria novo e advindo da Venezuela, estaria carregando um vírus grave de nome "Marbug", o qual seria transmitido no Brasil através do remédio. A informação, mesmo sendo totalmente falsa, foi veiculada por milhares de pessoas nas redes sociais e fez com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitisse nota no site do Ministério da Saúde (MS) informando que a notícia era uma "fake news".

"A Anvisa afirma que a notícia que está circulando nas redes sociais sobre a dipirona importada da Venezuela conter o vírus "Marbug" é falsa. Por favor, não compartilhe esta informação", destacou a assessoria da agência.

O médico João Felipe Zattar Aurichio destaca que o uso das "fake news" é algo presente não só na área de saúde, como na política, economia e outras questões sociais. "Essa notícia compartilhada sobre a possível importação pelo Brasil de dipirona contaminada da Venezuela é algo que podemos facilmente perceber a má intenção. Está claro que o objetivo é fazer com que as pessoas diminuam o consumo desse medicamento talvez como uma estratégia comercial. No entanto, o que mais nos preocupa, como médicos, são as fake news que deixam subentendida a automedicação. Orientam as pessoas a ingerir determinadas substâncias ou alimentos que supostamente a auxiliariam na própria saúde", explica.

RISCO DAS NOTÍCIAS FALSAS NA MEDICINA

De acordo com o médico, na medicina, as notícias falsas são graves e podem custar a saúde de uma pessoa. "Vou citar um exemplo, algumas semanas atrás, atendi uma senhora em meu consultório com um quadro de crise hipertensiva severa porque ela leu em algum lugar que a medicação que ela estava usando poderia causar problemas nos rins. Por conta própria decidiu cessar o remédio, o que fez com que sua pressão subisse tanto ao ponto termos que interná-la para compensar. Poderia ter custado a vida dela", alerta.

SARAMPO E VACINA

Com o retorno do sarampo ao Paraná em 2019, com dois casos confirmados, algo que não acontecia desde 1999, bem como com surto da doença em outros Estados como São Paulo, a vacinação se torna ainda mais importante para novamente erradicar a doença, porém, infelizmente notícias falsas em torno da imunização também são divulgadas nas redes sociais. "Em épocas de vacinação ou de surto de alguma doença sempre há informações mirabolantes em torno do assunto. É natural ouvirmos que as vacina podem fazer mal e até matar e que determinados vírus foram trazidos pelo governo para adoentar as pessoas. As vacinas podem causar alguns efeitos colaterais, mas é claro que o benefício delas é muito maior que o risco disso acontecer. Por isso, nada melhor que o seu médico para analisar o seu caso e lhe orientar da melhor forma possível. Tenha sempre um médico de confiança que possa lhe passar a real informação", explica João Felipe.

Anvisa precisou emitir nota oficial para combater "fake news" sobre uso do dipirona no Brasil (Foto: Divulgação Anvisa)

USO POSITIVO DAS REDES SOCIAIS

Apesar do uso das redes sociais de forma prejudicial, elas também podem ser um canal aberto do médico com o paciente e uma forma de colaborar positivamente com a saúde coletiva e individual. O médico João Zattar é um exemplo disso, fazendo semanalmente transmissões ao vivo abordando várias questões médicas, doenças, bem como exatamente o combate às "fake news". "Sempre tive a ideia que não importa qual a sua profissão, você tem quem ser um agente transformador da sociedade. O médico não deve ser somente responsável pela saúde dos seus pacientes no consultório, mas também orientar a sociedade com conhecimento. Hoje temos um excesso de informações e nós temos que ser agentes filtradores. Temos que coletar as melhores informações e verdadeiras para passar isso às pessoas", acrescenta Zattar.

"Além disso, sempre costumo dizer que o primeiro tratamento de muitas doenças, para não falar quase todas, é o conhecimento. É evidente na prática clínica a diferença entre alguém que entende a doença e alguém que não procurar entendê-la. Em alguns casos, isso pode custar a qualidade de vida e própria vida do paciente. Por isso, faço questão de estar presente no Facebook, Whatsapp e Instagram. Não quero que somente meus pacientes tenham esse conhecimento, mas que todos possam ter o direito de ter. O meu Facebook é o www.facebook.com/drjoaozattar , o meu contato telefônico de WhatsApp é o (41) 991348913 e o Instagram é o @drjoaozattar", finaliza o médico João Zattar.

COMO DENUNCIAR AS “FAKE NEWS”

Desde 2018, o Ministério da Saúde (MS) disponibiliza um número de WhatsApp para envio de mensagens pela população denunciando casos de “fake news” sobre saúde no Brasil. Vale destacar que o canal não é um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira. Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é o (61) 99289-4640”, finaliza a assessoria do MS.

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