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Fábio Campana

Fabio Campana

Fazendo questão de frisar que não é advogado da JBS nem de qualquer empresa eventualmente investigada…

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Acusações irresponsáveis

Fazendo questão de frisar que não é advogado da JBS nem de qualquer empresa eventualmente investigada na Operação "Carne Fraca", o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o “Kakay”, manifestou-se indignado com a conduta irresponsável que atribui aos produtores brasileiros de carne a estratégia ou a filosofia de comercializar produtos adulterados. “A quem interessava erros tão grosseiros? Vejam as redes sociais, e o destaque na grande mídia mundial… triste País! ”, desabafou.

Somente na Austrália, a subsidiária do grupo JBS abate cerca de 25.000 cordeiros por dia, lembra o advogado. Ele se confessou “absolutamente estarrecido” com essa história do papel ou papelão misturado à carne moída: “Imaginar que uma empresa com esse tamanho, esse porte, com os certificados internacionais que dispõe, usar papel para aumentar o peso de carne moída é completamente fora de qualquer lógica”, afirmou.

Ele destacou o peso das empresas brasileiras no mercado internacional, abastecendo 15% de toda a carne consumida no mundo, posição que é invejada por grandes corporações. Não por acaso, lembra ele, países como França, Inglaterra e Estados Unidos já pediram explicações ao Brasil sobre o escândalo. "Os concorrentes vão fazer barulho", prevê.

Tira hermeneuta

Kakay, experiente criminalista, um dos mais admirados nos meios jurídicos, considera que a história do papel ou papelão na carne moída foi um erro grosseiro de interpretação do policial a quem coube interpretar os grampos telefônicos. “Não resta dúvida, nem para os mais incautos, que foi uma subeditora das interceptações telefônicas. Maldosa. Criminosa. Dirigida. É evidente que falavam da embalagem da carne, e criminosamente exploraram como sendo colocar papel na carne moída. Ridículo. A força da imprensa irresponsável fez prevalecer esta hipótese para milhões de incautos. Desinformados. Que querem ser desinformados, massa de manobra. Kakay lembrou que há anos critica o que chama de “a força do tira hermeneuta”, ou seja, “o policial que faz a interpretação, mal e porcamente, às vezes por interesse, do teor das gravações telefônicas.

Professores param

Os professores da rede municipal de Curitiba retomam na terça-feira, 21, a greve da categoria. A decisão foi tomada em assembleia no dia 16 de março. Na pauta de reivindicações, a implantação de plano de carreira e novas contratações para suprir a demanda deixada por aposentadorias.


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