Entrevista

Grupo Jeteiros Paraná leva brinquedos e alegria a crianças de comunidades marítimas

Entrevista com André Hirami e Rodrigo Buffara foi ao ar ao vivo na quarta-feira, 14

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Grupo organiza ação solidária há cinco anos e atende crianças de Barbados e Puruquara, em Guaraqueçaba

A solidariedade e a amizade são alguns dos pilares do grupo Jeteiros Paraná, que une a paixão pela navegação a ações sociais nas comunidades marítimas do litoral do Paraná. Na segunda-feira, 12, feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças, os integrantes realizaram a entrega de brinquedos para crianças das comunidades de Barbados e Puruquara, em Guaraqueçaba.

A iniciativa foi tema de uma entrevista com André Hirami e Rodrigo Buffara, membros do grupo, no PodCafé, programa da Folha do Litoral News, que foi ao ar na quarta-feira, às 18h, pelas plataformas digitais do jornal.

Durante a conversa, os convidados explicaram como surgiu o projeto, os desafios da organização e a importância de levar ações sociais a localidades onde a ajuda nem sempre chega com facilidade.

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Planejamento e solidariedade

Fundado em 2018, o grupo reúne cerca de 48 integrantes de diferentes cidades, principalmente Paranaguá e Curitiba, além de participantes de outras regiões. Segundo André Hirami, a ideia inicial era reunir amigos que já navegavam pela baía e organizar melhor os passeios. Com o tempo, o grupo passou a desenvolver iniciativas filantrópicas.

A preparação para o Dia das Crianças começa com aproximadamente dois meses de antecedência. A organização entra em contato com as comunidades para identificar a quantidade de crianças, as idades e o perfil de cada uma, garantindo presentes adequados. “É tudo planejado e feito com o maior carinho”, destacou André.

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André Hirami e Rodrigo Buffara contaram como o grupo Jeteiros Paraná organiza a entrega de brinquedos para crianças de comunidades marítimas, além de incentivar o comércio local e aproximar os participantes da realidade das famílias que vivem na região

Os brinquedos são organizados em kits personalizados, com presentes selecionados conforme a idade e o gênero das crianças. Além disso, a programação inclui decoração, doces e lanches para os participantes. De acordo com André, o grupo reúne contribuições dos próprios integrantes e conta com apoio diferenciado de alguns parceiros para viabilizar a ação. “Não é só uma simples entrega. É uma festinha”, explicou.

A mobilização atende, em média, de 38 a 40 crianças em cada comunidade. Em Barbados, a programação começou às 10h. Já em Puruquara, a entrega dos presentes foi realizada a partir das 14h.

Alegria que fortalece vínculos

Para Rodrigo Buffara, participar da iniciativa também representa uma oportunidade de conhecer de perto a realidade das comunidades marítimas. Ele contou que esta foi a terceira vez que participou da ação de Dia das Crianças e destacou a recepção dos moradores. “Nas duas localidades que nós fomos, tanto em Barbados quanto em Puruquara, as crianças já estão nos aguardando com uma alegria imensa”, relatou.

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“Nas duas localidades que nós fomos, tanto em Barbados quanto em Puruquara, as crianças já estão nos aguardando com uma alegria imensa”, relatou Rodrigo Buffara

Segundo Rodrigo, a organização antecipada permite que as famílias se preparem para receber os integrantes do grupo. Para ele, o encontro vai além da entrega dos presentes e proporciona uma troca de carinho e experiências. “E, no fundo, quem ganha mais somos nós”, afirmou.

André também destacou a emoção de acompanhar o crescimento das crianças ao longo dos anos. “Alguns integrantes já reconhecem os pequenos pelo nome e se recordam de quando ainda eram bebês. É muito legal, a gente está vendo a criançada crescer”, comentou.

A ação realizada em Barbados começou há cinco anos, depois que o grupo soube que uma pessoa que promovia a comemoração na comunidade havia falecido. Ao saber que as crianças poderiam ficar sem a festa naquele ano, André decidiu mobilizar os integrantes.

Comunidades de difícil acesso

A escolha das localidades considera a dificuldade de acesso e a necessidade de ampliar a presença de iniciativas sociais. “Em Barbados, por exemplo, as residências não contam com fornecimento de energia elétrica por cabos, utilizando sistemas de energia solar de alcance limitado. São comunidades difíceis de chegar, aonde você nota que a ajuda raramente chega, talvez quase nunca”, afirmou Rodrigo.

O deslocamento exige planejamento, especialmente em relação às condições do tempo, aos ventos e às marés. André explicou que a segurança é prioridade e que, quando necessário, o grupo pode cancelar ou adiar uma saída. “Se for uma coisa que comprometa a segurança do grupo, eu cancelo. Tudo é questão de segurança”, enfatizou.

Incentivo à economia local

Além das ações sociais, os passeios do Jeteiros Paraná também contribuem para movimentar a economia das comunidades marítimas. O grupo costuma organizar almoços em restaurantes das ilhas, além de divulgar estabelecimentos, pequenos comércios e pontos de interesse turístico nas redes sociais. Segundo André, a publicação de fotos, vídeos e indicações dos locais visitados ajuda a apresentar esses espaços a outros navegadores e turistas. “Isso aí é uma divulgação gratuita para o pessoal das ilhas”, destacou.

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“Alguns integrantes já reconhecem os pequenos pelo nome e se recordam de quando ainda eram bebês. É muito legal, a gente está vendo a criançada crescer”, comentou André Hirami

Rodrigo também relatou que a convivência com os moradores ampliou sua percepção sobre as belezas naturais e as possibilidades de turismo na baía de Paranaguá. “Conhecer essas localidades fortalece o vínculo com a região e incentiva novas visitas.

O grupo também procura identificar as necessidades das comunidades antes de organizar ações”, disse Rodrigo, que também citou uma iniciativa realizada por meio de sua atividade profissional, com a instalação de bebedouros industriais em algumas localidades, após conversas com os moradores para identificar as demandas.

Novas ações no horizonte

O trabalho voluntário do grupo não se limita ao Dia das Crianças. Os integrantes já realizaram ações de Páscoa e estudam novas iniciativas, incluindo projetos voltados ao cuidado com os animais das comunidades marítimas. Rodrigo contou que existe a intenção de organizar uma mobilização com apoio veterinário, diante das dificuldades enfrentadas por animais que vivem nessas localidades.

André afirmou que o grupo permanece atento às necessidades identificadas durante os passeios e às oportunidades de contribuir com as comunidades. “O intuito do grupo é organizar os eventos na baía, passear, mas os nossos olhos também estão voltados para o assunto filantrópico, para quem necessita, para as crianças”, declarou.

Entrevista na íntegra

A entrevista na íntegra pode ser conferida acessando o YouTube da Folha do Litoral News:

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Alex Vizine

Formado em Letras e respectivas Literaturas pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá (FAFIPAR) em 2014 e em Pedagogia pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar) em 2018. Desempenha suas funções na Folha do Litoral News desde 2020 como coprodutor (MEI), além de atuar com produções audiovisuais e em radiodifusão no litoral do Paraná. Associado ao Rotary Club de Paranaguá Rocio, ministro da Eucaristia e da equipe de liturgia no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio.

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