Educação

UFPR reúne gestão em Paranaguá e realiza lançamento do Plano de Desenvolvimento Institucional no MAE

Reunião reforça ligação da universidade com o litoral

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UFPR realiza encontro da equipe de gestão para apresentar um balanço das ações desenvolvidas ao longo de um ano e meio da atual administração e lançar o PDI da instituição

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizou nesta sexta-feira, 3, em Paranaguá, um encontro da equipe de gestão para apresentar um balanço das ações desenvolvidas ao longo de um ano e meio da atual administração e lançar o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da instituição. A reunião aconteceu no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), unidade gerida pela universidade, localizada no Centro Histórico do município.

Segundo o reitor da UFPR, Marcos Sunye, o encontro teve como objetivo avaliar os avanços da gestão e planejar os próximos passos da universidade. “Hoje a gente faz um balanço da nossa gestão. A gente recém completou um ano e meio fazendo esse balanço do que avançou, do que conseguimos fazer até agora. E, ao mesmo tempo, estamos lançando o nosso PDI, o Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade”, detalha.

O reitor destaca que a escolha do MAE para sediar a atividade também está relacionada ao ambiente oferecido pelo espaço. “Hoje vem toda a gestão da universidade para o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná porque é um lugar lindo e com tranquilidade para poder fazer esse planejamento do restante da nossa gestão”, avalia.

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Durante a visita, Marcos Sunye ressaltou a importância de Paranaguá para a universidade, tanto pela presença do museu quanto pela ligação da cidade com os campi do litoral. “Paranaguá é uma cidade estratégica para nós, não só pela presença do MAE, que para nós é algo muito importante. A universidade gosta, quer e mantém o MAE com o maior prazer e boa parte dos alunos que temos, tanto na Universidade do Litoral, no campus do Litoral, quanto no campus de Pontal, é de Paranaguá. Então, a gente também tem esse interesse de atender nossos alunos aqui”, afirma. Além disso, o reitor destaca que as aulas da Licenciatura de Ensino no Campo acontecem também no MAE. 

Avanços da gestão

Ao apresentar o balanço do período, o reitor cita medidas voltadas à desburocratização da universidade, à simplificação dos fluxos processuais e à ampliação das fontes de recursos da instituição. “Conseguimos várias conquistas nesse ano e meio. A gente desburocratizou muito a universidade, novas resoluções para simplificar o fluxo processual na universidade, e isso está tendo um impacto bastante positivo”, pontua. 

Outra iniciativa destacada foi a diversificação das fontes de financiamento. “A gente diversificou a captação de recursos. Hoje temos a captação dos órgãos FINEP e CNPq, mas também do governo estadual. Nós nos aproximamos muito da Prefeitura de Curitiba, tivemos também alguns diálogos com a Prefeitura de Paranaguá também, com a iniciativa privada, com o Sebrae. Então, estamos abrindo cada vez mais a universidade e a conectando à sociedade”, analisa Marcos Sunye.

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Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) foi o local escolhido pela reitoria da UFPR para receber o encontro em Paranaguá

Segundo o reitor, essa estratégia é importante diante do cenário financeiro enfrentado pelas universidades federais. “O que está acontecendo com as universidades federais é que o nosso orçamento discricionário de manutenção da universidade estacionou desde 2014. Então, a gente tem que diversificar essa captação, e é o que a gente está fazendo, para poder manter a qualidade que a gente sempre teve no ensino da Federal do Paraná”, comenta.

Museu recebe segunda reunião da gestão da UFPR

O secretário do MAE, Wesley Ventura, avalia como importante receber o encontro da administração universitária em Paranaguá.“Para nós é muito importante receber. É a segunda vez já, segunda reunião de gestão, reunião geral, que acontece aqui em Paranaguá. A gente comenta que nos 63 anos de museu raramente existiu essa oportunidade de ter a gestão tão próxima”, comemora.

De acordo com ele, a iniciativa demonstra o interesse da universidade em ampliar sua aproximação com Paranaguá. “A própria UFPR como um todo quer se aproximar muito mais de Paranaguá, e prova disso é essa reunião. Podiam ter escolhido a própria reitoria lá em Curitiba e preferem fazer aqui no museu, para que os próprios servidores da universidade conheçam um pouco mais do museu”, salienta.

Wesley também ressalta que o MAE é uma das unidades mais antigas da UFPR fora do campus central e ainda pouco conhecida por parte da comunidade universitária. “Trazendo a gestão para cá, trazendo todo o alto escalão da universidade para cá, eles acabam conhecendo um pouco mais, e a gente acaba dando um pouco mais de visibilidade para o museu como um todo, tanto para a cidade como para a universidade também”, avalia.

Espaço de cultura, educação e turismo

Aberto há 63 anos, o Museu de Arqueologia e Etnologia desempenha funções que vão além da exposição de acervos. “O MAE está aqui há 63 anos, aberto, servindo a população como um espaço de educação não formal. A gente tem várias exposições que são frutos das nossas pesquisas na área da arqueologia, da etnologia, da cultura popular. Serve também como um ambiente de atração turística”, explica Wesley Ventura.

Segundo ele, o espaço é um dos principais atrativos turísticos de Paranaguá e também recebe eventos de diversos setores da sociedade. “Temos o auditório, que é muito disputado por vários setores da sociedade local para fazer suas palestras e reuniões. A gente tem o nosso pátio, que é sempre também disputado para fazer ensaio fotográfico e tudo mais”, frisa.

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Reitor da UFPR, Marcos Sunye e o secretário do MAE, Wesley Ventura durante reunião de gestão em Paranaguá

O secretário reforça que o museu é gratuito e aberto à população. “O museu não é só uma vitrine para expor acervo. Ele é um espaço aberto para a comunidade, gratuito. A gente sempre gosta de frisar isso. É um espaço aberto e gratuito que serve para a interação da população. É um ponto de cultura aberto para toda a população”, enfatiza. 

Exposições serão renovadas

Wesley Ventura também adianta que algumas exposições atualmente em cartaz deverão ser substituídas nos próximos meses. “A troca das exposições é sempre uma dinâmica bem constante no museu. A gente sempre divide as exposições entre longa, média e curta duração”, observa. Atualmente, o museu mantém exposições sobre os primeiros 60 anos da instituição, povos indígenas e a Festa do Divino. “A exposição indígena e a exposição sobre a Festa do Divino provavelmente se encerram até o final do ano. Então, quem vem esse ano e voltar no ano que vem, já vai ter exposições diferentes para ver também”, adianta.

Acervo exige cuidados especiais

O secretário explica ainda que as condições climáticas do litoral impõem desafios para a conservação das peças históricas. “Tem muita gente que confunde, acaba dizendo que Curitiba levou o acervo que tinha do museu. Na verdade, por uma questão de precaução, a gente precisou criar uma reserva técnica onde tenha temperatura e clima controlado. “Como o prédio é tombado, a gente não tem como fazer isso aqui. A gente precisou criar lá em Curitiba um espaço, uma casa bem grande, onde todo o nosso acervo está e fica controlado”, informa.

Atualmente, o MAE possui mais de 80 mil peças em seu acervo. “Das mais de 80 mil peças que nós temos em acervo, a gente não chega a expor 5%. E, por exemplo, quando a gente lança o desafio de uma exposição de longa duração, a gente tem que ter um cuidado redobrado, porque o tempo que o acervo fica exposto, a umidade, o excesso de luz, até a própria intervenção das pessoas ali na visitação, pode causar danos nas peças. Então, a gente sempre tem que ter esse cuidado e é tudo com prazo controlado”, explica.


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Flávia Adans

Com mais de 28 anos de atuação no jornalismo, construiu uma trajetória marcada pela paixão em comunicar, informar e se conectar com as pessoas. Ao longo dessa caminhada, passou por diversas emissoras de rádio, onde viveu o dia a dia da notícia, deu voz a histórias importantes e levou informação de forma clara, responsável e acessível aos ouvintes, em diferentes momentos e realidades. Sua experiência também se fortaleceu na assessoria de comunicação da Prefeitura de Paranaguá, com atuação destacada na Secretaria Municipal de Saúde. Nesse período, uniu técnica e sensibilidade para transformar ações e políticas públicas em mensagens compreensíveis e relevantes para a população, sempre com atenção ao impacto social da informação. Além disso, atuou como cerimonialista, área em que organização, atenção aos detalhes e boa comunicação caminham juntas. Conduzir eventos e cerimoniais com profissionalismo, empatia e segurança faz parte de um perfil construído ao longo dos anos, pautado pela responsabilidade e pelo cuidado com cada etapa do processo.

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