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Temporada aumenta as vendas no Mercado de Artesanato

14 de janeiro de 2020

Chapéus e lembrancinhas de Paranaguá são os produtos mais procurados

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O Mercado do Artesanato de Paranaguá está colhendo os bons efeitos da temporada de verão. De acordo com os artesãos que trabalham no local, as vendas triplicaram de dezembro para cá.

O espaço fica aberto todos os dias da semana das 9h às 18h e, nos últimos dias, tem recebido a visita de centenas de pessoas, sendo a maioria de fora. A artesã Rosane de Fátima Nascimento conta que muitos turistas são provenientes do Nordeste e também de outros países como a Argentina. “Assim como quem mora no Sul viaja para o Nordeste, eles fazem o mesmo, valorizando e prestigiando a nossa cultura e ficam encantados com o artesanato do litoral”, relata.

A artesã Marlene Falcão Miranda tem 17 anos de experiência em artesanato. Ela é especialista em trabalhos em crochê e barbante, tricô e pintura em tecido. “Os turistas que vêm aqui compram de tudo um pouco, desde os jogos de cozinha e banheiro, pois elogiam as nossas técnicas de trançados. Outro produto que vende bem são peças do mar como as conchas, e principalmente os objetos que têm o nome de Paranaguá. Temos que aproveitar esse  período porque estamos com as vendas em alta”, destaca.

 Maria Falcão ressalta que os produtos em conchas tem boa procura

Fátima Rocha é artesã há 20 anos. Ela iniciou fazendo peças e acessórios pessoais com fibra de bananeira e hoje trabalha com entalhe em madeira e artesanato em cipó. “Os turistas apreciam muito nosso trabalho, os barquinhos em madeira são os mais procurados. Cadeirinha em miniatura e lembrança do fandango também. O movimento cresceu muito em dezembro e janeiro por causa da temporada de verão. Mais de 100 pessoas estão passando pelo mercado todos os dias. Muitos estão indo e vindo da Ilha do Mel e param no mercado”, explica.

Fátima utiliza com matéria-prima pedaços de árvores dos galhos que apodrecem e caem do pé. “É um trabalho que chama atenção, um simples pedaço de árvore ganha acabamento com lixa, entalhe e verniz se tornando uma lembrancinha do fandango de  Paranaguá”, ressalta.

No embalo do verão, os chapéus estão em alta.  Maria Rita Bolke, artesã com 40 anos de experiência, trabalha com crochê e mandalas. Ela conta que os turistas gostam muito de comprar o chapéu porque é revestido em crochê, e não se encontra facilmente por aí. “As mulheres ficam encantadas com o chapéu. Estou vendendo cerca de 15 por semana o que chega a dar uma renda de R$ 400,00 em sete dias somente com os chapéus coloridos de crochê”, comemora.

Maria Rita enfatiza que no começo não imaginava que teria uma boa aceitação, já que o seu ponto forte sempre foram as mandalas. Para minha surpresa o chapéu acabou virando um sucesso”, aponta.

Família curitibana se encantou com o artesanato parnanguara

Uma família de Curitiba que está passeando em Paranaguá se encantou com os artigos vendidos no mercado. “Eu achei todos os trabalhos bem interessantes. Entramos aqui por acaso, estamos procurando o Aquário e acabamos conhecendo o artesanato de Paranaguá. Estamos de férias e viemos conhecer a cidade”, contou Sérgio Roberto de Souza, que veio acompanhado da esposa Cassia Aparecida de Souza e da filha Gabrielle Alessandra de Souza.

 

 


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