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Valmir Gomes

A MAGIA DA ESTRADINHA

29 de janeiro de 2019

Era domingo, fazia um calor intenso na querida Paranaguá, à tarde tinha jogo na Estradinha, o Rio Branco ia estrear em casa contra o Atlhetico. Cheguei cedo ao estádio, participei da abertura de jornada da rádio Ilha do Mel com Valdir Braz, Dr. Homero Rasbold, Jonatan Luis, Julio César, Tiago Braz, Gustavo, Giovani etc. Para amenizar o calor, o "deus" do futebol mandou uma garoa duas horas antes do jogo. Quando faltava pouco para começar a partida, as arquibancadas estavam lotadas, era um mar de gente com camisas do Leão da Estradinha. Saí da cabine da Ilha do Mel e me enfiei entre a torcida, havia uma atmosfera de alegria e confiança em um bom resultado. A velha magia da Estradinha, o histórico estádio concebido pela família Nelson Medrado Dias, que se tornou um templo para os torcedores do Rio Branco. Um ambiente fraterno de alegria e camaradagem, de que tanto precisa o futebol e a vida.

 

O JOGO E O CRAQUE

O Rio Branco enfrentou o Atlhetico, um dos gigantes do futebol brasileiro, ambos buscavam a primeira vitória no campeonato Estadual, pois vinham de empate e derrota. Quando a bola rolou, na empolgação o Rio Branco tentou abrir o placar, acontece que os meninos do Petraglia tinham um quadrado mágico na meia cancha. Erick, Matheus Anjo, Marquinhos e J. Pedro, aos poucos se adonaram do jogo e fizeram 2 x 0 ao natural. O Rio Branco mostrou determinação, mas não foi o suficiente para pelo menos empatar a partida. A torcida empolgada no início, entendeu a diferença técnica e acabou se conformando. Matheus Anjo com atuação brilhante pelo Atlhetico, foi o dono da tarde e o craque do jogo.

 

TRIO DE OURO

Numa atitude de carinho e consideração, a atual diretoria do Rio Branco fez uma linda homenagem a três atletas da velha guarda que se destacaram na história do clube. Os zagueiros Vivi e Zé Carlos e o atacante Oromar. Vivi já fez de tudo pelo Rio Branco, seus filhos Alan e Netinho jogaram e foram técnico do Leão da Estradinha, sempre com destaque acima da média, uma família exemplar. Zé Carlos foi o último grande capitão, também tem uma folha de serviço prestado enorme no clube, um abnegado dentro e fora do campo. Oromar brilhou intensamente como atacante, marcou época no futebol paranaense, um cidadão de respeito. Todos têm em comum o amor pela cidade e pelo clube. Um trio de ouro uma homenagem merecida. Parabéns!

 

FINAL INFELIZ

No final do jogo, sem nenhuma necessidade, houve uma batalha campal nas proximidades da Estradinha, as torcidas organizadas resolveram mostrar força. A Polícia Militar agiu rápido e com o rigor que o fato merecia acalmou os ânimos. Em uma tarde de civismo nas arquibancadas, com os torcedores e suas famílias, as organizadas tiveram um final infeliz.

 

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