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Prefeitura implanta canteiro central na Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto

10 de março de 2019

Estudos apontaram que região não deve receber um semáforo

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A Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, recentemente, registrou um alto fluxo de veículos, em especial, em horários de pico. A solução encontrada pela Prefeitura de Paranaguá foi retirar a rotatória que havia no local, no dia 1.º de março, para evitar congestionamentos. Desde então, o cruzamento tem sido sinalizado por cones e guardas civis municipais têm organizado o trânsito. O Departamento Municipal de Trânsito construiu um canteiro central para facilitar a mobilidade urbana na região.

Motoristas e população local pedem um semáforo na região para facilitar a mobilidade urbana e evitar acidentes. No entanto, a prefeitura não prevê a implantação do equipamento. Nos últimos dias, após a retirada da rotatória, os congestionamentos foram reduzidos.

A Prefeitura de Paranaguá, por meio do Departamento Municipal de Trânsito, informa que no local onde havia a rotatória na Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, no Parque São João, foi feito um canteiro central com, aproximadamente, 18 metros, bloqueando assim o cruzamento da via. “Também será feita a sinalização horizontal, que contemplará também a Rua Padre Roberto de Souza Alvim”,esclareceu em nota a Prefeitura de Paranaguá.

Embora muito solicitado, não se cogita a instalação de um semáforo, no momento. “Através de estudos realizados pela Sumtran, verificou-se que a instalação de um semáforo pode acarretar em mais transtornos. A parada seria entre 40 e 50 segundos. Em uma via com fluxo superior a 1.500 veículos pode gerar congestionamento superior a 5 km. Mas ressaltamos que a instalação de semáforo não está descartada, pois o monitoramento da região é constante e, se novos estudos apontarem a necessidade de sinaleiro no local, este poderá ser colocado”, avaliou o departamento.

Rotatória foi retirada pela prefeitura na sexta-feira, 1.º, após uma semana de fluxo intenso na via

ORIENTAÇÃO

A orientação aos motoristas é para que redobrem a atenção às modificações no trânsito devido aos bloqueios e aos cruzamentos. Os ciclistas e pedestres, que são grande número nessa região, também devem ter cuidado ao atravessar as ruas naquelas imediações.

Em horários de pico, passam pela localidade, no Parque São João, cerca de 1.500 veículos. Estudos técnicos do Departamento Municipal de Trânsito e da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão constataram que, entre 17h e 21h, a média saltou de 770 veículos por hora para 1.560, dobrando o movimento na região.

OPINIÃO

A comerciante Jaqueline França da Paz Cunha, relatou que o trânsito sempre foi complicado na Avenida Bento Munhoz da Rocha, mas agora se intensificou. “Pintaram a área da ciclofaixa, mas não deu certo, pois onde passavam dois carros, não passa mais. Nos passaram a informação de que o semáforo não daria certo, porque geraria congestionamento também”, disse.

Para Jaqueline, para melhorar mais a mobilidade urbana é preciso que haja mais prudência por parte dos motoristas, ciclistas e pedestres. “Aqui não vemos tanto problemas relacionados ao tráfego de caminhões, o problema maior é a quantidade de veículos e ciclistas, além dos ônibus. Já vi muitas discussões de motoristas com ciclistas, é preciso mais bom senso de todas as partes. De forma geral, acredito que vá melhorar”, destacou Jaqueline.

O canteiro central, já implantado pela prefeitura na tarde de sexta-feira, 8, pode atrapalhar o movimento nos comércios daquela região. A comerciante Geslaine Golanowski, que tem comércio há oito anos no cruzamento desaprovou as mudanças. “Eu detestei a retirada da rotatória, ficou péssimo. Vai prejudicar muito o comércio de bairro, meus clientes moram por aqui e agora vão ter que fazer uma volta para chegar. Como cidadã, também acho que não valeu a pena”, disse Geslaine.

Para ela, é necessário que todos os envolvidos no trânsito conheçam mais os seus direitos e suas obrigações. “Os ciclistas precisam conhecer um pouco das leis de trânsito. Com a pintura da ciclofaixa, deixou o acesso livre aos ciclistas. Acho que tentaram tampar o sol com a peneira”, concluiu Geslaine.

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