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Conselho Tutelar orienta sobre nova ameaça virtual

06 de setembro de 2018

Diálogo aberto entre pais e filhos é fundamental para evitar o problema

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A “Boneca Momo” tornou-se uma ameaça para a vida de crianças e adolescentes de todo o mundo. A figura assustadora entra em contato pelo WhatsApp com o objetivo de propor desafios para que as vítimas cometam suicídio. O Conselho Tutelar de Paranaguá fez um alerta à sociedade, evidenciando que a melhor forma de prevenção é o diálogo entre pais e filhos.

Segundo o Conselho Tutelar de Paranaguá, as crianças e adolescentes estão mais vulneráveis por conta da exposição e facilidade de acesso às redes sociais. “E, por consequência, ficam expostas à ação de pessoas com índole duvidosa, gerando a situação de risco. É dever de todos auxiliar, orientar e acompanhar para que de forma conjunta evitem que aconteçam essas violações de direito”, informou.

Além da participação dos pais, a escola pode, de acordo com o Conselho, abordar o tema e trabalhar com os alunos na busca de orientá-los sobre os perigos presentes na Internet e desenvolver maneiras de identificar e saber como agir, caso haja alguma suspeita. Cabe ao Conselho Tutelar proteger o que rege o artigo 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Durante o trabalho realizado na cidade, o Conselho Tutelar observa que há uma lacuna na educação que influencia no desenvolvimento social e intelectual das crianças. “Existem vários fatores que levam as crianças e adolescentes a participarem destes jogos como curiosidade, influência de amigos, entre outros. As lacunas que mais percebemos deixadas pelos pais são falta de afetividade, diálogo e comprometimento com os filhos, pois não procuram saber sobre a vida social e virtual, deixando-os livres a situações de riscos e violações”, destacou.

Facilidade de acesso nas redes sociais exige acompanhamento e atenção dos pais

RELAÇÃO DE CONFIANÇA

Desta forma, a recomendação é para que os pais fiquem atentos à vida dos filhos diariamente, não só quando acontece uma fatalidade, pois esta pode ser irreversível. A principal forma de protegê-los é não desistir do diálogo, pois só assim será possível manter um canal de confiança aberto.

“Acompanhem os sites de visita que seu filho procura, fiquem cientes de grupos que ele pertence, jogos e vídeos que está acessando. É preciso fazer com que seu filho tenha confiança no pai ou responsável, possibilitando a maturidade para lidar com o meio virtual. Combinem regras para o acesso à Internet como ter a senha de celular, tablet ou computador. Deixei claro que está verificando os sites visitados, entrem em acordo com o filho para que ele jamais publique fotos sensuais, combine encontros, não obedeça a ordens nem desafios, mostrem a eles o perigo que isso pode causar a sua vida. Caso aconteça algo, que conte o mais rápido possível e não esconda por medo ou ameaça. Dessa forma, pais e filhos estão seguros para o uso da Internet sem correr o risco de uma fatalidade”, orientou em nota o Conselho Tutelar.

Se algum pai perceber que o filho foi vítima de qualquer perfil fake, o indicado é procurar uma delegacia mais próxima e denunciar, levando em formato digital a página acessada. Outros meios de denúncia são sites do Ministério Público, Polícia Federal e Disque 100.
 

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