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“Boneca Momo” causa alerta a pais e comunidade escolar de todo o mundo

30 de agosto de 2018

Desafio tem levado crianças e adolescentes ao suicídio

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Após o desafio “Baleia Azul”, em 2017, que vitimou diversas crianças e adolescentes em todo o mundo por meio da Internet, a “Boneca Momo” agora causa um grande alerta a pais e educadores. Por meio de mensagens de WhatsApp, o jogo desafia as vítimas a se sufocarem e se enforcarem, ficando o maior tempo que conseguirem sem respirar.

A “Boneca Momo” é representada por uma criatura assustadora. A figura faz referência a uma escultura japonesa. Perfis falsos entram em contato com crianças e adolescentes e as mesmas são induzidas a passarem seus contatos e informações.

O caso surgiu no México e foi divulgado pela Unidade de Investigação de Delitos Informáticos do Estado de Tabasco. O fenômeno se estendeu por todo o mundo, Argentina, Estados Unidos, França e Alemanha.

No Brasil, o jogo já fez uma vítima em Recife (PE), quando os pais encontraram uma criança de nove anos enforcada em uma árvore. A menina foi levada ao hospital, não resistiu aos ferimentos e faleceu. Ela foi induzida a se enforcar por um desses perfis falsos identificados como Momo.

ATENÇÃO DOS PAIS E EDUCADORES

A pedagoga de um colégio particular em Paranaguá, Luciane Julião Moreira de Oliveira, contou que nos grupos de WhatsApp da instituição de ensino, dos quais os pais dos alunos participam, o assunto foi amplamente divulgado como um alerta. “Temos grupos oficiais do colégio e os pais foram disseminando a informação entre eles. Não registramos nenhum problema deste tipo, mas a ideia foi de prevenção com relação a isso”, analisou a profissional.

O público de 12 a 17 anos é, na opinião da pedagoga, o que precisa de mais atenção dos pais e educadores para que saibam se comportar nas redes sociais. “Como trabalhamos desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, o público mais afetado no meu ponto de vista são os alunos do 6.º ano ao Ensino Médio, que são aqueles que ficam mais tempo inseridos nas redes sociais sem a supervisão dos pais. Os menores ficam no celular, mas o pai tem maior vigilância”, observou a pedagoga.

Segundo ela, a proibição do celular no colégio não surtiu efeito, por isso é preciso haver bom senso dos alunos para que o aparelho não atrapalhe as aulas. “Já tentamos proibir o uso de celular, mas não funcionou. De qualquer forma, há o bom senso e a nossa preocupação. Se o aluno for flagrado usando o aparelho durante a aula, o professor retém e deixa com a equipe pedagógica para ser retirado pelos pais”,relatou Luciane.

"FIRE CHALLENGE"

Além da “Baleia Azul” e da “Boneca Momo”, outro desafio apareceu recentemente, o “Fire Challenge”. O jogo propõe que os participantes joguem líquidos inflamáveis em si mesmos e depois ateiem fogo, enquanto uma câmera filma com o objetivo de postar nas redes sociais. Um caso já foi registrado nos Estados Unidos, trata-se de uma menina de 12 anos que teve 49% do corpo queimado. Ela tinha visto a "brincadeira" no YouTube com suas amigas.

 

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