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Segurança

Receita Federal já apreendeu 9,8 toneladas de cocaína no Porto de Paranaguá em 2019

Ao todo, 16 apreensões de cocaína foram realizadas neste ano no Porto de Paranaguá (Foto: Arquivo)

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Principais destinos do entorpecente seriam os países da Holanda e Bélgica 

De janeiro a agosto de 2019, a equipe da Alfândega da Receita Federal do Porto de Paranaguá realizou a apreensão de mais de 9,8 toneladas de cocaína no complexo portuário. A última apreensão aconteceu nos dias 17 e 18 de agosto, quando agentes flagraram, em um contêiner de exportação de madeira, a quantia de 782,5 quilos da droga que seria destinada ao Porto de Antuérpia, na Bélgica. 

A última ação que reprimiu o tráfico internacional de drogas foi efetivada em duas operações rotineiras de fiscalização feitas pela SAVIG – Seção de Vigilância Aduaneira da Alfândega da Receita Federal do Porto de Paranaguá, com apreensão de mais de 782 quilos da droga. A primeira apreensão aconteceu no dia 17 de agosto, quando cerca de 224 quilos da droga foram localizados dentro de um contêiner que seria embarcado em um navio, com destino ao Porto de Antuérpia, na Bélgica. A estrutura estava carregada com compensados de madeira.

A segunda apreensão aconteceu no dia 18 de agosto, quando foram apreendidos 558 quilos da droga, que estavam em 20 bolsas de viagem, dentro de outro contêiner, também carregado com compensados de madeira. A cocaína seguiria para o mesmo terminal portuário europeu. Ao todo, 16 apreensões de cocaína foram realizadas neste ano. 

Poucos dias antes da última operação da Receita, no dia 14 de agosto, foi realizada uma apreensão de 866 quilos de cocaína no terminal de contêineres escondida em um pallet de madeira. Ao passar a estrutura pelo scanner, a droga foi detectada. Ela seria destinada ao Porto de Antuérpia na Bélgica. Antes disso, no dia 11 de julho, houve outra apreensão de 660 quilos do entorpecente, o qual estava escondido em bolsas com tábuas de madeira que também seria destinado ao terminal belga. 

DUAS MAIORES APREENSÕES

As maiores apreensões realizadas em 2019 aconteceram em janeiro e abril. No primeiro mês deste ano, nos dias 25 e 28, a Receita Federal apreendeu uma quantia total de 2,2 toneladas de cocaína que seriam destinadas ao Porto de Rotterdam na Holanda e estava escondida em cargas de pallets de madeira. No dia 4 de abril, a equipe da SAVIG realizou a apreensão de 1,2 tonelada de cloridrato de cocaína novamente escondido em contêiner de compensados de madeira, que tinha como destino o terminal de Antuérpia, na Bélgica.

INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA, PESSOAL E CAPACITAÇÃO

Delegado da Alfândega de Paranaguá, auditor fiscal Gerson Faucz, ressalta que a quantidade alta de apreensões se deve ao trabalho árduo dos agentes da Receita Federal 

O delegado da Alfândega de Paranaguá, o auditor fiscal Gerson Zanetti Faucz, ressalta que a quantidade alta de apreensões se deve ao trabalho árduo dos agentes da Receita Federal e formação de uma equipe especializada em Paranaguá, com ações específicas contra o narcotráfico e uso de scanners de última geração na entrada e durante a permanência dos contêineres no terminal portuário local, identificando carregamentos da droga.

Segundo Faucz, a formação de uma equipe especializada nas apreensões de drogas no terminal portuário foi algo aplicado pela Receita Federal em Paranaguá e em outras unidades do Brasil. “Isso possibilitou uma grande evolução no conhecimento e desenvolvimento de ações voltadas para o combate ao narcotráfico. Para o êxito destas operações foi fundamental o estudo do ‘modus operandi’ dos criminosos e também a formação de uma rede de troca de informações com as demais autoridades dos portos nacionais e internacionais”, destaca.

De acordo com o delegado, as toneladas de cocaína apreendidas no Porto de Paranaguá são provenientes do Peru, Bolívia e Colômbia, e entram no Brasil via terrestre e aérea e chegam ao Porto de Paranaguá pela BR-277. “A droga entra no terminal de contêineres oculta em algum veículo e é inserida clandestinamente em um contêiner previamente escolhido pela quadrilha”, detalha Faucz. 

Segundo o delegado, todas as informações disponíveis quanto à droga e ao crime de tráfico internacional são repassadas à Polícia Federal (PF) após a apreensão. “A PF prossegue com as investigações. Acreditamos que em breve teremos um desfecho para estes casos”, destaca. 

RIP-ON/RIP-OFF

Os traficantes estão utilizando diferentes formas de introdução da droga no terminal. O método “rip-on/rip-off” é o mais utilizado, o qual consiste em colocar a droga clandestinamente, dentro de bolsas, junto com a mercadoria, no interior do contêiner pouco antes do embarque, sem o conehcimento do dono da carga.

Toda a droga apreendida é encaminhada para a sede da Polícia Federal em Curitiba, que segue com as investigações.
 

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