Logotipo

PM passa a notificar caminhões por derramamento de produtos na via

23 de agosto de 2019

Veículos de carga devem utilizar lacre ou cadeados nas bicas para evitar as “vazadas”

Compartilhe

O 9.º Batalhão de Polícia Militar (9.º BPM) vem realizando ações de trabalho preventivo em Paranaguá no tocante aos roubos de cargas resultados das “vazadas”, em que criminosos abrem as bicas dos caminhões e despejam os produtos nas vias da cidade. 
Este trabalho resultou em uma redução em torno de 76% de registros de ocorrências no primeiro semestre, conforme dados repassados pela PM.   

Comandante da 1.ª Companhia do 9.º BPM, capitão Stocco, responsável pelo policiamento em Paranaguá

O comandante da 1.ª Companhia do 9.º BPM, Capitão Cristiano Stocco Rosa, responsável pelo policiamento em Paranaguá, destaca como fator principal para este resultado o trabalho em conjunto realizado pelos órgãos de segurança. “A Polícia Militar tem atuado em conjunto com a Guarda Civil Municipal, com a Polícia Rodoviária Federal, com a Polícia Civil e com a Unidade Administrativa de Segurança dos Portos do Paraná, a Guarda Portuária, ou seja uma integração de esforços para o combate desse tipo de crime que acontece aqui no município de Paranaguá, que chamamos de vazadas, que são os furtos quando alguns meninos abrem as bicas dos caminhões, que estão em congestionamento ou em baixa velocidade. Nós percebemos algumas questões neste tipo de crime, e que a comunidade deve estar sabendo, que nos ajude e auxilie na prevenção disso. Então a polícia atua em duas frentes: no policiamento preventivo, que é o patrulhamento, e algumas viaturas paradas em alguns pontos específicos onde ocorre esse tipo de crime, e em uma outra frente que é contra os receptadores dessa carga em Paranaguá”, comenta Stocco, lembrando que este ano já foram desenvolvidas algumas ações. “A partir do mês de abril foram realizadas algumas operações, e para se ter uma ideia tivemos um decréscimo de 76% neste tipo de situação, graças à atuação e esforços dos órgãos de segurança”, completa capitão Stocco, destacando também que são parceiros neste trabalho a Ecovia, e outros órgãos como a Adapar e a Associação das Transportadoras. 
Neste último mês, as ocorrências tiveram um sensível aumento, o que voltou a chamar a atenção do órgão de segurança. “Percebemos um aumento sensível neste tipo de ocorrência no último mês. Para isso passamos a tomar outra medida, voltada a que o caminhoneiro também ajude, e de que forma ele consegue fazer isso, colocando lacre ou cadeado na bica. Em que pese a desculpa do profissional do caminhão é dizer que quando ele vai chegar ao armazém, na moega ou tomador ele tem o trabalho de retirar o lacre ou retirar o cadeado. Mas isso não leva muito tempo. Penso que o prejuízo seria muito menor, até para a própria seguradora, pois estas cargas são seguradas, e são as seguradoras que pagam por essas ‘vazadas’. Então nós passamos a atuar da seguinte forma: cada ocorrência de ‘vazada’ que houver, nós vamos autuar o motorista do caminhão, porque ele é o responsável. Será lavrado o auto de infração de trânsito por derramar produto na via. Ele poderia assim lacrar esta bica, pois na hora em que o menino ou ‘nóia’ for puxar a alavanca da bica, não consegue porque está devidamente travada. Mas isso parece que falta consciência do profissional do caminhão, pois várias ações explicativas já foram realizadas. Então estaremos atuando a partir de agora dessa forma”, explica  capitão Stocco, o qual acredita que com esta ação a tendência é a redução das “vazadas”. 

 

 


Colunistas