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Segurança

Caminhoneiros afirmaram que há muitas dificuldades para trafegar em Paranaguá

Caminhoneiros são impactados financeiramente pelo furto, pois muitos seguros não cobrem o prejuízo.

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A concessionária que administra a BR-277 atendeu, entre setembro e outubro de 2018, vinte e cinco ocorrências relacionadas à abertura de bicas dos caminhões. A prática, popularmente conhecida como “vazada”, é realizada para furtar a carga dos veículos. Além desse problema, os caminhoneiros reclamam da falta de segurança em Paranaguá.

Os furtos ocorrem, principalmente, nas vias de acesso ao porto. A orientação da polícia é para que sempre que o motorista verificar a prática, que realize um boletim de ocorrência na delegacia. Com a abertura das bicas, todos saem prejudicados, tanto os caminhoneiros, que são impactados financeiramente, quanto a população que transita ou reside nas proximidades dessas vias de acesso.

MOTIVOS DE PREOCUPAÇÃO

O motorista de caminhão de Piraí do Sul, Josemiro Peixoto, passa por Paranaguá toda semana e, segundo ele, os registros de furto de carga no município preocupam a categoria. “Uma vez tive que posar fora do estacionamento e amanheci com a bica do caminhão furada e o adubo espalhado no chão. Outra vez, carregado de graneleiro, eles tentaram furtar e eu acelerei e consegui escapar deles. É uma situação muito difícil para nós, motoristas”, disse Peixoto.

Além do prejuízo da perda de carga, o motorista ainda é multado por sujar as ruas. “Se a seguradora cobrir o prejuízo, ficamos isentos. Mas, muitas vezes, a seguradora não cobre porque diz que a culpa é nossa. Mas não é. A bica é travada, mas eles arrebentam essa trava”, frisou Peixoto.

Para o motorista, há muita sensação de insegurança em Paranaguá, também devido aos assaltos que estão sujeitos. “Às vezes estamos dormindo de madrugada no caminhão e eles chegam e batem na porta. A gente evita se expor, porque não sabemos se estão armados ou não. Já me roubaram o botijão de gás. À noite os caminhoneiros evitam sair, até porque os postos sempre estão lotados”, contou Peixoto.

O motorista Jorlei Segala, de Castro, frequenta Paranaguá há muitos anos e acredita que há um descuido muito grande das autoridades quanto à segurança e à infraestrutura, principalmente em virtude de se tratar de uma cidade portuária. “Hoje, o Pátio de Triagem não conta mais com Polícia Militar nem Guarda Portuária. Antigamente, em cada encruzilhada da Avenida Bento Rocha tinha um monitoramento. Agora, aquela é uma avenida que se preze para uma cidade portuária?”, disse. “Essas aberturas de bicas que ocorrem é falta de policiamento. Hoje, temos que colocar parafusos para não abrirem o tombador e, mesmo assim, já tentaram tirar os pinos”, completou.

O grande problema também é que existem pessoas que compram essa carga, como lembrou Segala. “A gente paga um seguro de carga, mas quando acontece essa abertura de bica, o seguro não quer cobrir, somente quando há um acidente na BR, por exemplo, e o guarda multa a gente pela sujeira na rua. Um saco de soja custa R$ 90,00, no mercado negro vai custar R$ 60,00, isso porque tem gente que compra, eles encontram mercado para isso”, destacou o caminhoneiro.

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