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Origem da Fé: A história de devoção a Nossa Senhora do Rocio

15 de novembro de 2018

Do encontro de Pai Berê com a imagem até os dias de hoje, registros reforçam a importância religiosa.

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A história de devoção a Nossa Senhora do Rosário do Rocio já faz parte do dia a dia do parnanguara e dos fiéis que já têm como hábito visitar a imagem da padroeira do Paraná. Tanto que a festividade em louvor à santa já se tornou patrimônio imaterial, título empregado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ano passado.

PESCADORES E A IMAGEM

No entanto, essa história data de muitos anos atrás. Pesquisadores da área afirmam que a primeira imagem da santa apareceu às margens da baía onde se encontra hoje o Santuário. Pescadores que se dedicavam à atividade, um deles chamado Pai Berê, não conseguiam pegar sequer um peixe e, já descontentes, suplicaram a ajuda dos céus. Na última vez em que a rede foi puxada, ao invés de peixes, Pai Berê notou que havia uma pequena imagem saindo das águas.

Então, os pescadores recolheram a imagem e começaram a ter êxito na pesca. Para agradecer, eles se reuniam em torno da imagem encontrada. O registro mais antigo é de 1686, quando já havia muitos devotos no bairro Rocio.

CONSTRUÇÃO DO SANTUÁRIO

A data de construção do Santuário se confunde com a data da primeira festa, em 1813. Abençoada pelo padre Manuel de Santo Tomaz, Nossa Senhora do Rocio recebeu a primeira festa em seu louvor.

Devido às graças e milagres alcançados, diversos municípios do Estado se manifestaram para que a santa fosse proclamada padroeira do Paraná. O governador na época, Bento Munhoz da Rocha Neto, junto à Assembleia Legislativa e o prefeito de Paranaguá, Dr. Roque Vernalha, uniram forças para que a vontade do povo fosse atendida. Sendo assim, em 1977, a Assembleia Legislativa declarou Nossa Senhora do Rocio como padroeira oficial do Estado do Paraná.

Em 1999, o Santuário tornou-se polo do turismo religioso do Paraná pelo Governo do Estado na época. Em 2007, a Festa em louvor à padroeira entrou no calendário do município e, em 2014, entrou no calendário oficial do Estado.

MILAGRES

Um dos milagres registrados foi o fim da peste que assolava a população em 1886, as curas individuais e coletivas continuaram com o passar dos anos, assim como na peste bubônica, 1901, e da gripe espanhola, em 1918. Há, ainda, registros de marinheiros que passaram por tempestades graças aos pedidos realizados a Nossa Senhora do Rocio.

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