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Safra terá ritmo intenso de movimentação de cargas nos Portos do Paraná

16 de março de 2019

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) vem trabalhando junto com a comunidade portuária para evitar filas nas estradas e vias de acesso, além de manter a eficiência no embarque dos navios, reduzindo o tempo de permanência das embarcações. Os Portos do Paraná estão preparados para um ritmo mais intenso no escoamento dos grãos destinados para exportação, com a chegada da safra 2018/19, que vem do interior do Estado e dos Estados do Sudeste e Centro-Oeste do País.

A expectativa do aumento tanto no fluxo de caminhões para descarga do produto quanto no número de navios para carregar as commodities com destino a outros países vem se concretizando.

O fluxo no Pátio de Triagem, que normalmente é de mil veículos por dia, subiu para aproximadamente mil e seiscentos caminhões, nos 12 primeiros dias do mês de março.

Segundo destacou o chefe da Divisão de Silo da APPA, Gilmar Francener, o maior diferencial paranaense é o sistema de embarque de grãos no Corredor de Exportação, formado por um conjunto de terminais que trabalham em pool. “Paranaguá não tem filas de espera de navios. Os navios chegam e, praticamente, são liberados para atracar. Existe uma agilidade muito grande que reduz o tempo de embarque. Além disso, somos referência na qualidade dos produtos e no cuidado com o peso dos produtos embarcados”, afirma Francener.

O modelo é único no Brasil. A carga pode ser embarcada simultaneamente nos três berços de atracação exclusivos para granéis (212, 213 e 214) e é possível que um mesmo navio receba mercadoria de diferentes produtores - inclusive dos pequenos. Todos os grãos passam por avaliação da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar).

Não é apenas o carregamento dos navios que se destaca nas operações dos Granéis Sólidos de Exportação. O sistema adotado para receber os caminhões também garante organização, agilidade e produtividade.

O Pátio de Triagem é onde os caminhões chegam e aguardam para descarregar nos terminais. Os veículos são todos cadastrados na origem da carga, pelos operadores portuários. Cada operador tem uma cota de cadastro que é liberada de acordo com a performance de cada terminal. Essa performance é a capacidade que o terminal tem para descarregar os caminhões que chegam. O sistema considera o tempo de permanência dos caminhões no Pátio e funciona como um “medidor de performance”. Caminhões que chegam sem cadastro são multados pela Antaq. A multa, que chega a R$ 2 mil, vai para o operador responsável.

 

EXPECTATIVA

Considerando os operadores do Corredor de Exportação e os demais, que utilizam outros berços do cais comercial, atualmente são 21 empresas que movimentam grãos pelo porto paranaense, 10 terminais privados e 11 que operam pela estrutura pública. Juntos, para os próximos três meses, esses terminais esperam receber um volume de mais de 7,5 milhões de toneladas de grãos, para descarga, principalmente soja (mais de 4,7 milhões de toneladas).

Da soja exportada pelo Porto de Paranaguá, segundo o chefe da Divisão de Silo da APPA, 72% são produção do próprio Estado, outros 10% vêm do Mato Grosso, 9% de Goiás, 3% do Mato Grosso Sul e uma parcela em torno de 2% ainda vêm de Santa Catarina, São Paulo e outros Estados.

 

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