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APPA prevê projeto para recuperação da Avenida Ayrton Senna

16 de março de 2019

As vias de acesso ao Porto de Paranaguá são, muitas vezes, apontadas de forma negativa, tendo em vista o tráfego intenso de caminhões, que se misturam a rotina dos moradores, somado a falta de infraestrutura como iluminação inadequada e pavimentação sem manutenção. Visando a uma melhoria no trânsito da cidade, as obras de construção do viaduto na entrada de Paranaguá, assim como a recuperação da Avenida Bento Rocha, estão em andamento desde o ano passado.

No entanto, restou a Avenida Ayrton Senna, uma importante via, de competência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que também precisa ser recuperada para a segurança dos motoristas e para o trânsito de forma geral.

O diretor-presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, afirmou que a APPA pretende colaborar com a melhoria da infraestrutura terrestre em Paranaguá e reconhece o problema no trânsito entre o viaduto e o porto, na Avenida Ayrton Senna da Silva.

“Esta foi uma das diretrizes mais fortes que o governador Ratinho Júnior nos passou, que o porto dê uma atenção ao município, em especial na questão do acesso. A situação da Ayrton Senna está muito ruim, é de competência do DNIT cuidar e realizar a manutenção e a gente sabe que a condição orçamentária do Governo Federal anda apertada”, destacou Luiz Fernando.

A intenção é contratar um projeto executivo por meio do lançamento de uma licitação para remodelar os oito quilômetros da Avenida Ayrton Senna. “O nosso propósito é que se contrate um projeto executivo até a primeira quinzena de março, para que a gente mensure o valor dessa obra. Não englobará somente as trincheiras que se falava, mas tudo, a marginal, pavimentação em concreto, iluminação, devemos ter isso muito em breve lançado”, apontou Luiz Fernando.

Segundo a APPA, o viaduto que está em construção na entrada da cidade, no km 5, deve ser liberado em menos de 60 dias para o tráfego

 

TRÁFEGO SEGURO À CIDADE

De acordo com o diretor-presidente dos Portos do Paraná, o porto não deve arcar diretamente com os custos dessa obra. Sendo assim, o Estado deve buscar recursos para oferecer um tráfego mais seguro e digno à cidade portuária.“O governador quer saber o valor dessa obra, acredito que seja muito caro e o porto não tenha condições diretamente. Mas, ele se colocou à disposição de alavancar esses recursos pelo Estado ou brigar na União, para que a gente tenha como disponibilizar a execução dessa grande obra. Precisamos iniciar, não localizamos nenhum projeto, nem no DNIT, então pela primeira vez será feito um projeto executivo para esta área”, concluiu Luiz Fernando.

 

VIADUTO E AVENIDA BENTO ROCHA

O viaduto que está em construção na entrada da cidade, no km 5, deve ser liberado em menos de 60 dias para o tráfego.

“Temos algumas obras em andamento, como o viaduto na entrada da cidade com inauguração da liberação da passagem dos caminhões, por cima do viaduto, prevista para menos de 60 dias. O DER nos passou que a obra deve ser concluída em junho, mas em maio haverá condições de liberar o tráfego”, comentou o diretor-presidente.

Quanto à reestruturação da Avenida Bento Rocha, haverá a necessidade de um aditivo que está em análise pelo Tribunal de Contas do Paraná. “A Avenida Bento Rocha recebe uma obra grande e importante, mas que está com algum problema. O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) nos apontou a necessidade de aditivo e isso está sendo discutido com o Tribunal de Contas do Estado. Talvez não ocorra no tempo que a gente gostaria, mas ainda temos uma expectativa muito boa para finalização ao longo deste ano”, afirmou Luiz Fernando.

Alternativa, além de melhoria das avenidas, seria a utilização das ferrovias, destaca o diretor presidente da APPA, Luiz Garcia (foto: AEN)

 

MODAL FERROVIÁRIO

Atualmente, o Paraná movimenta 53 milhões de toneladas e os planos mestres, feitos pelo Governo Federal, indicam que, até 2030, o porto movimentará 80 milhões. “A gente sabe que não há rodovia que suporte esse movimento. A matriz hoje que chega para a gente é de 80% rodoviário e 20% ferroviário. Não podemos chegar a 80 milhões com 80% vindo de caminhão. Caso contrário a serra colapsa”, considerou Luiz Fernando.

Desta forma, a alternativa, além de melhoria das avenidas, seria a utilização das ferrovias. Segundo o diretor-presidente dos Portos do Paraná, há conversas quinzenais com a Rumo, empresa que administra o trecho de ferrovia até Paranaguá. “Estamos pedindo projetos de adequação. Primeiro para o impacto na cidade, não seria nossa obrigação, mas seguindo a diretriz do governador, a gente verifica a possibilidade de melhorias não apenas dentro do porto, mas também fora, na chegada do trem. São necessários esses investimentos para diminuir esse conflito entre porto e cidade e depois os maiores investimentos, quer seja no aumento da capacidade da serra do mar ou, quem sabe, em outro traçado”, explicou.

A Ferroeste também estuda a possibilidade de lançar um estudo que contempla um traçado alternativo de ferrovia que chegue ao porto. “Acompanhamos esses dois movimentos com expectativa. Também sabemos que a Rumo não vai colocar nenhum investimento pesado, é um contrato de concessão que termina em 2026 ou 2027, eles têm essa expectativa de buscar uma renovação antecipada do contrato mediante investimentos, por isso queremos estruturar isso para que essa matriz logística inverta aos poucos para que a gente tenha 80% ferroviário e 20% rodoviário, é óbvio que isso sem trazer um transtorno para a cidade. A gente sabe que hoje já há um conflito forte, imagina com um volume maior”, esclareceu o diretor-presidente da APPA.

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