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Marquinhos Roque faz avaliação política e diz o que pensa sobre as eleições 2018

13 de março de 2018

Marquinhos Roque acredita que a cidade precisa de união e do entendimento coletivo de que a representação política municipal precisa estar presente em âmbito estadual e federal

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Na sexta-feira, 9, o presidente da Câmara Municipal de Paranaguá, Marquinhos Roque, esteve na Folha do Litoral News para o Café com Lideranças. Na ocasião, ele falou de vários assuntos referentes à política e ao momento atual do Poder Legislativo de Paranaguá. Segundo ele, a cidade precisa de união e do entendimento coletivo de que a representação política municipal precisa estar presente em âmbito estadual e federal. O presidente do Legislativo também fez uma análise do trabalho frente à Câmara em 2017 e o que poderá vir a ser feito em 2018. 

Folha do Litoral News: Como avalia seu desempenho como presidente da Câmara de Vereadores? 

Marquinhos Roque: Na vida política, os desafios são diários, pois as pessoas, ou seja, a população, depositam em nosso trabalho a esperança para que as melhorias na cidade aconteçam. Por isso, a nossa responsabilidade é grande, pois lidamos com as expectativas de toda uma população, e essas expectativas precisam ser correspondidas. No primeiro ano da atual legislatura, ou seja, em 2017, me preocupei basicamente com duas frentes: a primeira delas foi fazer com que a condução dos trabalhos legislativos, no plenário, fosse pautada pelo diálogo com todos os vereadores, indistintamente. Ou seja, abrimos o diálogo para a tomada de decisões e exercitamos o espírito democrático a fim de que ninguém viesse a ser maior que o colegiado. O segundo ponto foi fazer com que a população se sentisse parte integrante do legislativo municipal. No meio do ano, houve inúmeras reuniões promovidas com as diversas classes profissionais no gabinete da presidência, principalmente aquelas que trataram do TAC do Funcionalismo. Além disso, fizemos algo inédito em se tratando de Poder Legislativo, que foi levar os vereadores a reuniões com a população em lugares como a Ilha do Mel, a comunidade de Eufrasina e a Colônia Maria Luiza, foi a chamada Câmara Itinerante. Por fim, conseguimos economizar mais de R$ 5 milhões e devolver o dinheiro para a prefeitura (o recurso será usado para a compra de uma balsa para municipalizar o serviço de travessia para a Ilha dos Valadares). Cabe à população avaliar o nosso desempenho.

Folha do Litoral News: E sua avaliação sobre a participação da população na Câmara?

Marquinhos Roque: A população sempre se fez presente nas sessões, isso não é algo novo, mas obviamente que em alguns momentos a presença se faz ainda maior, pois é comum que ao ser votado algum projeto de lei que venha a mexer com alguma categoria específica, haja uma mobilização maior e os ânimos fiquem um pouco mais aflorado que o habitual. Isso é normal. No entanto, estamos passando por um momento diferente na política, que é a presença dos debates em redes sociais. Isso, sem dúvida, em algum momento, faz com que a população, mesmo aquela que nunca tenha ido acompanhar uma sessão, em determinada ocasião queira se fazer presente. Entendo isso como um avanço na política participativa, que deve ser sempre incentivada, pois ela é benéfica para a sociedade.

Marquinhos e Marcelo Roque estão à frente do Legislativo e Executivo Municipal, respectivamente
 
Folha do Litoral News: Como o senhor avalia a popularidade da família Roque na cidade?

Marquinhos Roque: A popularidade se dá em razão do momento da política local e pelos cargos que tanto eu quanto meu irmão exercemos, cargos que trazem notoriedade e espaço natural na mídia. E eu, Marquinhos, e o meu irmão Marcelo, hoje prefeito, buscamos dar continuidade ao legado deixado pelo nosso pai, Mario Roque, pois meu pai, como é sabido por todos, desempenhou um papel importante na política local. Porém, o que nos deixa motivados é que a população aprova nossa forma de pensar o desenvolvimento da cidade, por isso, seguimos adiante na política, pois se estamos nela é porque contamos com o respaldo do povo, que foi quem nos elegeu. 

Folha do Litoral News: E quanto ao futuro?

Marquinhos Roque: Costumo dizer que o futuro na política depende das ações no tempo presente, pois são elas que condicionam você a se colocar como uma opção para esta ou aquela eleição. A política da família Roque é aquela dos tempos do meu pai, ou seja, se a população quiser você como um representante por aquilo que você já demonstrou fazer, tudo bem, mas jamais forçar a barra para querer aparecer como o salvador da pátria.

Folha do Litoral News: Se pudesse escolher uma bandeira para defesa da cidade, qual seria?

Marquinhos Roque: A minha bandeira é querer sempre o melhor para a cidade em que nasci. Paranaguá não pode viver das migalhas destinadas por parlamentares que só vêm aqui em épocas de eleição. Eles vêm aqui, contam historinhas, prometem isso e aquilo e depois desaparecem. Infelizmente isso vem acontecendo eleição em cima de eleição para deputado estadual e federal. Tenho a convicção de que a população já percebeu que não podemos seguir desta forma e que será preciso escolher por candidatos locais. Não importa se será o candidato a, b ou c, o que importa é que ele seja daqui do litoral e que nos defenda em nível estadual ou federal.

Folha do Litoral News: E sobre a Câmara de Vereadores, o que a população pode esperar do Marquinhos Roque em 2018?

Marquinhos Roque: Não falo em meu trabalho, mas sim o trabalho desenvolvido pela Câmara, pois temos 19 vereadores que estão diuturnamente buscando o melhor para a cidade. Não podemos mais achar que somos fortes sozinhos, pelo contrário, a força vem da união e isso é uma coisa de que não abro mão. Não existe o “eu”, mas sim o nós! E como mensagem, quero aqui afirmar que temos muito a fazer para que tenhamos mais emprego, mais segurança, mais saúde, enfim, a dinâmica da cidade é imensa, mas só iremos conseguir atingir os níveis de satisfação esperados se nos unirmos pela causa chamada Paranaguá. Não digo que devemos todos, a partir de agora, comungar das mesmas opiniões, pelo contrário, pois o contraditório é parte fundamental para que sejamos pessoas melhores e mais evoluídas, mas devemos sim termos ações pautadas dentro do respeito ao próximo e da honestidade para com aquilo que falamos e fazemos.

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