Governador Ratinho Júnior destaca medidas do primeiro ano de gestão

Ratinho Júnior reforça que a gestão está baseada no tripé eficiência administrativa, olhar social e planejamento estratégico de infraestrutura. 

28 de dezembro de 2019

As ações em infraestrutura, os novos programas sociais e de enxugamento na máquina pública, além de inovações na educação, a regionalização da saúde, investimentos nos municípios e geração de empregos. Esses são alguns dos destaques do governador Carlos Massa Ratinho Júnior sobre o primeiro ano de administração do Estado.
Ratinho Júnior reforça que a gestão está baseada no tripé eficiência administrativa, olhar social e planejamento estratégico de infraestrutura. “Temos que agir agora e pensar no futuro”, ressalta o governador. Confira a entrevista.

O ano foi marcado por corte de gastos e congelamento de salários. Como avalia as medidas?
O primeiro ano é sempre de ajustes, de organizar a equipe. Enxugamos a máquina pública, cortamos de 28 para 15 secretarias, congelamos o salário do primeiro escalão, cortamos cargos comissionados e mordomias como as aposentadorias dos governadores e o jatinho alugado que custava R$ 5 milhões por ano. Temos como resultados práticos a revisão dos contratos, que trouxe economia para o Estado. Todas as licitações são transmitidas ao vivo pela Internet e o cidadão pode acompanhar, com muita transparência. Além disso, implementamos o compliance, que é uma metodologia administrativa moderna, que faz a prevenção de desvios de conduta. 
Também foi um ano de pacificação política. Construímos uma agenda com os três senadores e a bancada federal, o que tem trazido investimentos e convênios com o Governo Federal. Tivemos uma parceria muito produtiva com a Assembleia Legislativa e com os demais poderes.

E o resultado econômico para o Paraná?
Trabalhamos muito intensamente para buscar empresas. Nosso foco é em gerar empregos. Já temos 74 mil empregos novos no ano. A indústria cresceu 6,9%. No setor de alimentos a evolução foi de quase 10%. Realizamos diversas edições do Paraná Day, no Brasil e no exterior, para mostrar o potencial do nosso Estado para investidores. Fizemos evento na China com investidores, nos Estados Unidos e também na Espanha, além de um encontro com embaixadores de diversos países em Brasília para possibilitar novos negócios. São R$ 23 bilhões em investimentos produtivos anunciados pelo setor privado. Isso é fruto de um trabalho de organização, respeito, e de tornar a máquina pública mais ágil para atender a população. Investimento direto é geração de emprego, e geração de emprego é qualidade de vida. 

Os índices de criminalidade têm caído no Estado. A que se deve esse novo contexto?
Há uma redução de homicídios, de 16%. Isso se faz com polícia bem treinada, organizada e que trabalha em conjunto. Vêm caindo, também, os índices de furtos, roubos de carro e crimes patrimoniais. E também viramos parceiros do Governo Federal, em ações com o ministro Sergio Moro. Recentemente inauguramos o Fusion Center em Foz do Iguaçu, que ampliará o controle e monitoramento da fronteira, com tecnologia e valorização do trabalho dos policiais.

O ano também teve reforma da Previdência, fim das licenças-prêmio, programação de reposição salarial. Como foi o relacionamento com os servidores?
Tratamos essas questões de forma transparente. A grande maioria conhece a realidade da máquina pública, sabe da importância da política de austeridade. Não existe governo sem servidor, nem servidor sem governo. Pagamos as promoções e progressões para as categorias, e em janeiro vamos dar um aumento de 2%. Há quatro anos não havia reposição. Minha preocupação é com os 11 milhões de paranaenses que precisam de emprego. O Brasil ainda está em situação econômica delicada, todos os Estados estão gastando energia para aprovar as reformas. Estamos reconstruindo a máquina pública para dar nova musculatura, para que os investimentos voltem a acontecer, para tirar as pessoas da linha da pobreza. Também houve antecipação do salário de dezembro e do 13.º aos servidores. É uma demonstração de que com os cortes de mordomias e enxugamento é possível focar no que é essencial. Isso mostra o cuidado que temos com contas pagas pelos impostos de todos os paranaenses.

Há, também, programação de investimentos para o litoral?
Tem dois portos privados em Pontal do Paraná que já têm autorização para sair. Estamos estudando como fazer uma Parceria Público-Privada (PPP). Faremos um investimento para a atender a cidade de Pontal do Paraná, que precisa de uma nova rodovia, porque muitas pessoas são atropeladas todos os dias, e o investidor faz a parte que vai atender o empreendimento. Estamos construindo essa modelagem da Faixa de Infraestrutura de uma forma muito transparente porque precisamos levar mais empregos para o litoral. A ponte de Guaratuba é outro grande desafio, inclusive ambiental. Mas estou confiante que também é possível tirar a ponte de Guaratuba do papel.

Foi um ano de liberações e bom relacionamento com prefeitos. Os municípios terão o mesmo apoio em 2020?
Criamos o programa Paraná Mais Cidades e repassamos dinheiro para os municípios através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas e também com ajuda da devolução do orçamento da Assembleia Legislativa. Estamos garantindo investimentos a obras desde recapes de ruas a postos de saúde, obras estruturantes. 

Quais os principais projetos da educação?
Temos o Escola Segura, que já está presente em diversas escolas, em especial naquelas com maior índice de violência no entorno. Estamos avançando na parte pedagógica. O Presente na Escola foi pensado para diminuir a evasão; o Ganhando o Mundo vai levar, a partir do ano que vem, alunos de escolas públicas para cursos na Austrália, Estados Unidos, Canadá, para terem experiências internacionais; e o Prova Paraná, que mede o aprendizado a cada 60 dias de 1 milhão de alunos. Além das reformas. Começamos o projeto Minha Escola Sempre Nova. Este ano liberamos quase R$ 100 milhões para reforma. Todas as escolas da Quadro Negro estão sendo finalizadas. Vamos limpar essa pauta e mostrar a seriedade de governo de resolver um caso de corrupção, que infelizmente marcou a educação do Estado.

O turismo também voltou à pauta. Como o Governo tem trabalhado nessa linha?
Turismo é uma maneira rápida de gerar emprego, dentro da nossa estratégia de geração estimulada. E turismo nunca foi trabalhado de forma coesa no Paraná. Já fizemos a concessão de Vila Velha e a iniciativa privada vai administrar, com uma série de inovações e passeios. Queremos espalhar esse modelo no Paraná. Temos o Verão Maior, o maior da história. Turismo voltou a ser algo importante no Estado.

Fonte: AEN
Foto: Rodrigo Felix Leal/ANPR