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Polícia

Polícia Civil prende suspeito de desvio de cargas em Paranaguá

João Daniel de Barros foi preso preventivamente também
acusado dos crimes de estelionato e falsificação de documento

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Na madrugada de quinta-feira, 17, policiais da 1.ª Subdivisão Policial (1.ª SDP) de Paranaguá prenderam João Daniel de Barros, de 39 anos, conhecido como Danielzinho Barros, suspeito de integrar associação criminosa constituída para a prática de desvio de cargas em Paranaguá, com falsificação de documentos públicos e estelionato. Segundo as investigações da 1.ª SDP, a ligação de Danielzinho ao caso ocorreu após prisão efetuada por uma equipe da Delegacia de Furtos e Roubos de Carga (DFRC) no dia 4 de maio de Alcimar Jerônimo e Luciano de Lima Jerônimo, que estavam em posse de documentos falsos e tentando carregar uma grande quantidade de fécula de mandioca, carga avaliada em R$ 100 mil, sendo que, após investigação, se descobriu que Barros era o autor intelectual do delito, responsável pela documentação falsa e pelo caminhão utilizado para o crime.

Caminhões com placas adulteradas e documentação falsificada são utilizados neste tipo de crime (Foto: Site/Polícia Civil)

De acordo com a equipe da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC), uma denúncia foi recebida no início de maio relatando que estaria acontecendo um desvio de cargas em um armazém, localizado no bairro Alexandra. “Assim que chegamos no barracão houve uma atuação em flagrante pelo crime de furto qualificado”, lembrou o delegado-titular da DFRC, Ademair Braga. 

 

Segundo informações do delegado adjunto e operacional da 1.ª SDP, Nilson Diniz, havia um plano para o desvio de mais três cargas no período de uma semana. “Esta investigação foi iniciada no dia 4 de maio, com a prisão do Alcimar e de Luciano Jerônimo, em flagrante delito pela DFRC por roubo de cargas. Foram autuados em flagrante pelos crime de associação criminosa, estelionato e uso de documento falso. Essa prisão trouxe à tona a necessidade de identificar quem seria o coordenador desta célula criminosa e de obter estes documentos falsos e também de quem seria o caminhão e o trator utilizados”, explica. 

“Existiam indícios de uma cadeia complexa de integrantes de uma associação criminosa. As equipes da subdivisão começaram a atuar para saber quem estava encomendando estes desvios, e aí chegamos ao João Daniel de Barros, que era a pessoa que aliciava o motorista, entregava a documentação falsa e arrumava os armazéns para carregamento”, detalha Diniz. Segundo o delegado, após materializar as informações, ele solicitou o mandado pedindo a prisão preventiva de Danielzinho, e assim que o decreto prisional foi expedido, as diligências começaram e ele foi preso na madrugada de quinta-feira.

Segundo Diniz, o desvio de cargas sofrerá um decréscimo com a prisão de Danielzinho Barros. “É uma das pessoas pertencentes a um dos núcleos mais importantes no que se refere a este tipo de crime”, destaca. De acordo com o delegado, as investigações continuam, sendo que há indícios de mais pessoas envolvidas no grupo criminoso. “Este tipo de crime vem causando prejuízos significativos aos empresários do setor em Paranaguá. Isto demanda, de fato, uma atenção especial por parte da 1.ª SDP”, completa.

Delegado-adjunto e operacional da 1.ª SDP, Nilson Diniz, ressalta que repressão ao desvio de carga está sendo uma das prioridades da Polícia Civil em Paranaguá (Foto: Polícia Civil)

“A Subdivisão Policial se encontra aberta para qualquer demanda dos empresários que trabalham com a operacionalização da carga no município. Também coloco à disposição do município o canal anônimo de denúncias, pelo telefone 181, para quem tiver informações sobre crime de desvio de cargas realize a formalização da denúncia por meio do nosso telefone. Esta informação chega para nós e, provavelmente, será utilizada”, afirma Diniz. Segundo o delegado, a princípio, Danielzinho Barros ficará preso na 1.ª SDP devido ao decreto de prisão preventiva, estando à disposição do Poder Judiciário. 

 

MODUS OPERANDI

 

“Infelizmente temos em Paranaguá muitas empresas de fachada, que trabalham com varredura e acabam sendo utilizadas para esquentar estas cargas desviadas. Nós vemos algumas pessoas que trabalham com este tipo de varredura recebendo, receptando as cargas que são desviadas no município. Eles esquentam esta carga com emissão de notas fiscais e realizam transporte e venda sem qualquer problema. Entretanto, este esquema está sendo investigado e identificado pela Polícia Civil, sendo que serão realizadas operações para combater o desvio de carga em Paranaguá”, afirma o delegado Diniz, explicando parte da forma de atuação (modus operandi) das quadrilhas. Por fim, Diniz afirmou que a repressão ao desvio de carga está sendo uma das prioridades da 1.ª SDP. 

Foto destaque:  Reprodução Facebook
*Com informações da Polícia Civil do Paraná

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