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Polícia

Motorista do caminhão que ocasionou acidente fatal na BR- 277 será indiciado por homicídio culposo

Laudo pericial está sendo realizado e determinará as causas do acidente fatal na BR-277 (Foto: Divulgação WhatsApp)

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Rogério de Paula, de 33 anos, pediu desculpas à família e afirmou que não teve culpa do acidente

Na tarde de quinta-feira, 3, Rogério de Paula, de 33 anos, motorista que conduzia o caminhão prancha que invadiu a pista contrária na BR-277 na tarde de quarta-feira, 2, e provocou acidente que ocasionou uma morte e sete pessoas feridas, se apresentou à 1.ª Subdivisão (1.ª SDP) da Polícia Civil. Ele se apresentou espontaneamente após receber alta médica e deverá ser indiciado por homicídio culposo, aquele em que não há intenção de matar. 

O acidente fatal causou o óbito de Willian Reis, de 33 anos, bem como feriu gravemente o seu filho, Theo, de dois anos, e causou ferimentos também em sua esposa. A família voltava de Paranaguá, onde passou o Ano-Novo com familiares. A criança segue internada em estado grave no Hospital do Trabalhador, em Curitiba.

Segundo o motorista, ele tinha acabado de sair da empresa onde trabalhava, que tem sede a cerca de 300 metros do local da ocorrência, quando trafegava pela BR-277 e decidiu ultrapassar outro caminhão que estaria carregado. “Eu estava na pista da direita, quando eu tirei para a esquerda para ultrapassar, perdi o controle do caminhão”, explica. Segundo Rogério, ele seria motorista com experiência e trabalhava na empresa desde dezembro. “Eu ia fazer o retorno no viaduto para lavar a carreta, estava vazia, eu estava levando a carreta para lavar, não ia viajar”, explica, ressaltando que a lavagem seria em frente à empresa. 

Sobre o possível excesso de velocidade em que estava trafegando o caminhão, o condutor afirmou que não lembrava. “Não lembro, mas tenho todo o sistema de rastreamento do caminhão que diz a hora, diz tudo, isto não posso falar porque eu não lembro se estava a 100 ou 200 quilômetros por hora. Se eu estivesse eu falava mesmo, não tem por que mentir, já aconteceu, mas a empresa tem tudo no sistema. Pelo rastreado estava 49 ou 69 quilômetros por hora, não sei dizer ao certo”, comenta.

Rogério não soube explicar se uma falha mecânica, como quebra da barra da direção, pode ter causado o descontrole e acidente do caminhão. De acordo com funcionários da concessionária e de equipes de policiais que atenderam o acidente, a barra da direção estaria quebrada após o acidente, no entanto não se sabe se isso ocorreu antes ou depois da ocorrência. “A barra de direção está quebrada, só que a perícia vai dizer se foi quebrado no impacto ou antes”, explica o motorista. “Eu não tive o que fazer, eu senti que o caminhão perdeu o controle, tentei pisar no freio, mas vi que estava desgovernado”, afirma. 

Rogério de Paula se apresentou na 1.ª SDP, em Paranaguá espontaneamente após receber alta médica e deverá ser indiciado por homicídio culposo

“Eu tenho que pedir desculpas, mesmo que eu não seja culpado, ninguém quer passar por isso, me sinto culpado, mesmo não sendo. Peço desculpas, que Deus me perdoe e cuide da alma dele. Se a família quiser falar comigo, estou à disposição, a firma tem seguro, eles podem correr atrás. Só peço desculpas à família, não tenho o que falar mais”, afirma o motorista Rogério de Paula. 

O responsável pelo setor de manutenção dos veículos da empresa afirmou que o caminhão estava com as revisões e manutenção em dia e que aguardará perícia para determinar se a barra de caminhão quebrou antes ou depois do acidente. 

DELEGADO COMENTA CASO

“A princípio, o condutor do caminhão está respondendo por homicídio culposo, também responde pelas lesões corporais que produziu nos ocupantes dos demais veículos. Não há prejuízo de que esta capitulação mude em decorrência das provas que conseguiremos angariar neste procedimento, dentre elas testemunhas e prova pericial. É possível que o causador deste acidente seja responsabilizado por outros crimes”, afirma o delegado Rogério Martin de Castro, da 1.ª SDP da Polícia Civil de Paranaguá. Agora, o laudo pericial final deverá ser aguardado para definir o que ocasionou o acidente. 

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma das causas do acidente pode ser comprovada nas câmeras de monitoramento da concessionária, que comprovariam o excesso de velocidade na via. Além disso, a PRF afirma que o tacógrafo do veículo estaria vencido. Apesar disso, somente o laudo pericial final poderá comprovar as condições do caminhão e do acidente fatal em Paranaguá. 

“É possível que o causador deste acidente seja responsabilizado por outros crimes”, afirma o delegado da 1.ª SDP de Paranaguá, Rogério Martin de Castro

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